(...) A escolha que Sócrates fez é óbvia. Mas muitíssimo dura. Ela retrata a personalidade do ex-primeiro-ministro. Se é verdade que, como todos sempre souberam, ele se alimenta do combate e do conflito, decidir continuar a viver numa cela não é para qualquer um. Revela coragem. O que obriga as pessoas, independentemente das suas convicções sobre a culpa ou inocência de Sócrates, a reconhecer-lhe pelo menos essa qualidade. (...)
(...) José Sócrates, para recusar a oferta de prisão domiciliária anilhada com pulseira eletrónica, relata: "Seis meses sem acusação. Seis meses sem acesso aos autos. Seis meses de uma furiosa campanha mediática de denegrimento e de difamação, permitida, se não dirigida, pelo Ministério Público". É isto verdade?... É.
É cristalinamente verdade. É repetidamente verdade em inúmeros outros casos. É uma verdade permitida pela aplicação de uma falácia chamada segredo de justiça.(...)
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