18 abril 2015

Das provocações da direita às reacções da esquerda

O debate lançado pelo Observador sobre a necessidade de uma nova Constituição deve interessar a todos. Aos que concordam e pensam ser necessário redigir uma Constituição e aos que não concordam e pensam ser necessário apenas ir revendo a Constituição existente.


 


De uma forma ou de outra ninguém deve ficar indiferente e recusar o debate. A esquerda não pode transformar o tema constitucional num tabu, como se se tratasse de um texto sagrado e clamando por blasfémia de cada vez que se fala - habitualmente a direita e com intuitos obviamente ideológicos - em fazer uma nova Constituição.


 


O que eu gostaria de ver era a esquerda a explicar porque não quer um novo texto Constitucional, o que pretende manter e o que pretende rever, quando, como e porquê. Se o debate está enviesado à direita a esquerda tem obrigação de o redireccionar.


 


A Constituição tem quase 40 anos e o mundo mudou. Não me causa qualquer espanto a defesa de uma nova Constituição. Penso mesmo que os partidos deveriam ser transparentes e explicarem o que querem mudar ou manter na Constituição, ficando assim com um mandato para a revisão, alteração ou mesmo para se eleger uma nova Assembleia Constituinte. O que me preocupa é perceber que da parte da esquerda há pânico em vez de ideias e de firmeza.


 


A este propósito, vale a pena ler este excelente texto de Domingos Farinho.

2 comentários:

  1. A Constituição dos Estados Unidos data de 1787, tem apenas 7 artigos e o texto original mantém-se em vigor na íntegra. Ao longo de mais de 2 séculos o mundo evoluiu muito mais do que nos últimos 40 anos e aquele texto fundamental nunca foi alterado. O que tem havido são alterações pontuais através das Emendas, mas tudo o que é básico permanece. Como sabe, não é essa a intenção nem nas forças do desgoverno nem dos seus "observadores" que, se tivessem a necessária maioria para isso, destruiriam tudo, desde a liberdade de expressão ao SNS, passando pela educação e pela justiça.
    Beijinho

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  2. Lino, precisamente porque tem apenas o essencial é que não precisa de ser mudada, ao contrário da nossa. Mas concordo consigo quando diz que a direita quer aproveitar para fazer uma lavagem ideológica. Cabe à esquerda discuti-lo.

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