17 janeiro 2015

Fado triste


Vitorino


Vai ó sol poente


vai e não voltes


sem trazer no primeiro raio


notícias de quem se foi


numa madrugada amarga e triste


um navio de proa em riste


levou tudo o que eu guardei


 


Na caixa escondida dos afectos


no lembrar dos objectos


que enfeitavam o meu quarto


tudo perde a cor a forma o cheiro


ficaram só coisa esquecidas


da importância que tiveram


 


Volto sempre ao rio


às sextas-feiras p´ra lembrar


dias descuidados noites à toa


espero que o navio sempre queira


trazer de volta o sussurro


dos teus passos


numa rua de Lisboa

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