O PS elegeu, ontem, um novo Secretário-Geral. António Costa honrou a confiança que nele depositaram militantes e simpatizantes e fez aquilo que dele se espera: não renegou o passado do partido, nos seus bons e maus momentos, separou um caso de polícia do que é política e afirmou a prioridade nacional de encontrar uma alternativa para esta direita que nos governa.
Não faltará a caça às bruxas, visto que já há brigadas de ratos a inundarem as caixas de comentários de quem sempre defendeu a política dos governos de Sócrates. Ontem assisti com uma náusea profunda a várias declarações de um convidado da RTP - Paulo Morais - em reposta a perguntas no mínimo enjoativas de José Rodrigues dos Santos, com a assistência embasbacada e não reactiva de José Adelino Maltez.
Vai ser interessante assistir à reinvenção da história de forma a demonstrar que foram Sócrates e os seus sequazes os responsáveis por todas as vilanias acontecidas em Portugal e na Europa, ou mesmo no mundo, neta última década, tentando enlamear António Costa e a nova direcção. É uma prova de fogo que, por eles e por nós, espero bem que consigam superar.
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