16 julho 2014

Margens


 


 


Tenho uma janela aberta para o Tejo


uma ponte entre margens desunidas


como amantes eternamente separados


que vivem de memórias


de longínquos olhares


de palavras partilhadas


num qualqer tempo suspenso.


 


Tenho o Tejo numa janela debruçada sobre a ponte


em desequilíbrio de amor permanente


de um doce amargo gosto dependente


como as margens que atravesso


na memória quotidiana dos teus olhos.

5 comentários:

  1. Anónimo18:20

    Que poema lindo! Lindo.
    Os meus mais humildes parabéns!


    Vasconcelos

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  2. Porquê humildes? Muito obrigada pela sua simpatia.

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  3. Anónimo17:15

    Porque apenas gosto muito de ler poesia e leio muito. Ao contrário, de forma reconhecida, a Senhora escreve e publica a "Poesia" que tanto me encanta. Eu sou um anónimo leitor que nem blog" tem, enquanto a Senhora é uma grande artista, daí achar quase uma ousadia poder dar-lhe ou não os parabéns sobre as suas obras. Gosto muito de ler o que escreve. É fantástica. Renovo então os meus "não humildes" parabéns. Obrigado.

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  4. Renovo os meus agradecimentos, também. Ainda bem que gosta do que escrevo. Mas não me sinto uma grande artista, apenas preciso de escrever. Vá aparecendo!
    Obrigada.

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  5. Cristina Loureiro dos Santos18:24

    Muito bonito.
    Beijinhos,

    <3

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