Tenho uma janela aberta para o Tejo
uma ponte entre margens desunidas
como amantes eternamente separados
que vivem de memórias
de longínquos olhares
de palavras partilhadas
num qualqer tempo suspenso.
Tenho o Tejo numa janela debruçada sobre a ponte
em desequilíbrio de amor permanente
de um doce amargo gosto dependente
como as margens que atravesso
na memória quotidiana dos teus olhos.
Que poema lindo! Lindo.
ResponderEliminarOs meus mais humildes parabéns!
Vasconcelos
Porquê humildes? Muito obrigada pela sua simpatia.
ResponderEliminarPorque apenas gosto muito de ler poesia e leio muito. Ao contrário, de forma reconhecida, a Senhora escreve e publica a "Poesia" que tanto me encanta. Eu sou um anónimo leitor que nem blog" tem, enquanto a Senhora é uma grande artista, daí achar quase uma ousadia poder dar-lhe ou não os parabéns sobre as suas obras. Gosto muito de ler o que escreve. É fantástica. Renovo então os meus "não humildes" parabéns. Obrigado.
ResponderEliminarRenovo os meus agradecimentos, também. Ainda bem que gosta do que escrevo. Mas não me sinto uma grande artista, apenas preciso de escrever. Vá aparecendo!
ResponderEliminarObrigada.
Muito bonito.
ResponderEliminarBeijinhos,
<3