No mês passado assistiu-se a uma grande comoção perante as despesas que se temiam para os 40 anos do 25 Abril - chaimites com cravos, de Joana Vasconcelos.
Pois se calhar ficava mais em conta colocar alguns dos protagonistas - Vasco Lourenço e companheiros - a falar do 25 de Abril, nas cerimónias oficiais da Assembleia da República. É que, por muito disparatadas sejam algumas das declarações que os representantes da Associação 25 de Abril fazem, sem eles não teria havido 25 de Abril, Assembleia da República nem os 40 anos de democracia. Provavelmente iriam dizer coisas desagradáveis, mas a democracia é isso mesmo, ouvirmos mesmo o que não gostamos.
Ao contrário do que afirma Assunção Esteves, o problema é nosso. Um problema que alastra como uma maré negra - a falta de credibilidade nas instituições democráticas, a falta de memória sobre o que significou a ditadura deposta em 25 de Abril de 1974 e a desconsideração pelos valores da liberdade, que deveriam ser justamente exaltados nessa data. Por toda a gente, sem excepção.
COMENTÁRIO AO POST "O NOSSO PROBLEMA"
ResponderEliminar01- O incidente havido entre a Presidente da Assembleia da República e o Presidente da Associação “25 de Abril”, dos “Capitães de Abril”, tem uma leitura vasta.
02- É um “ajuste de contas” da Direita Portuguesa, com o “25 de Abril”.
03- A Direita Portuguesa sobe de tom, e, não hesita em pôr a claro que, não se revê na mudança decorrente do M F A.
04- O M F A sempre foi heterogéneo e plural.
Hoje, à distância, é possível destacar a justeza ideológica e política do ideólogo do M F A, Ernesto Melo Antunes,
A clareza do arrimo ao ESTADO DE DIREITO.
A clareza do arrimo à DEMOCRACIA REPRESENTATIVA.
A clareza do arrimo à correcção da inadequação da vigente DISTRIBUIÇÃO DE RENDIMENTOS.
Bom Fim de Tarde.
Boa Semana.
Cordiais, Amistosas e Afáveis Saudações de
ACÁCIO LIMA