Aproximam-se as eleições europeias. Alguém sabe o que defende o PS para a Europa, quais as políticas de combate ao desemprego, de manutenção da sustentabilidade do estado social, de incentivo à economia?
Alguém sabe o que pensa o PS sobre o fim da assistência financeira, para além da abstrusa proposta de tribunais especiais para os grandes investidores estrangeiros, para além de reabrir os tribunais que este governo fechou? Alguém sabe quais os protagonistas dos próximos combates eleitorais, quais as prioridades, os objectivos, o rumo para o país? Alguém sabe qual a estratégia para as europeias, para a legislativas, para as presidenciais?
O PS transformou-se num partido irrelevante. António José Seguro, tão cheio de apoio partidário, não tem ninguém credível para surgir como líder para os vários confrontos eleitorais. É natural, pois não tem pensamento. Vive entre a negação da governação socrática e a preocupação de ser populista. Dentro do PS há muitas vozes críticas, mas nenhuma que arrisque romper o status quo.
O PSD e o CDS preparam-se para vencer as eleições europeias e as legislativas. Para as primeiras não precisam de ter mais votos, basta-lhes ficar muito perto do resultado do PS para que a derrota do maior partido da oposição seja estrondosa, num país desgastado, deprimido e sem esperança. Para as segundas a campanha está em marcha – tudo melhorou, desde o desemprego à economia, passando pelas reformas do estado, até já se pode falar em moderação de impostos em 2015 - coincidência das coincidências.
A anorexia e adinamia à volta das supostas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril mostram bem o valor que esta geração política dá ao momento fundador deste regime. Uma maçada a cumprir e que gasta dinheiro, a juntar aos funcionários públicos, aos devaneios culturais e à socializante mania de ter direito à educação, à saúde, à justiça e à segurança, a uma vida e a uma velhice dignas.
E para quando uma tempestade, um terramoto, uma explosão dentro do PS?
COMENTÁRIO AO POST “Dos conseguimentos de Seguro”
ResponderEliminarO Post ilustrado, por uma recentíssima Sondagem, questiona a debilidade da oposição praticada por A. J. Seguro, e a grande omissão que se regista, na apresentação de uma Estratégia que faça face às novas necessidades das populações ditada pelas profundas mutações registadas na última década.
Estas duas constatações alicerçam-se em várias vertentes, onde é fácil encontrar graves erros tácticos:
01- Tarda a indicar o Cabeça de Lista da Candidatura às Eleições Europeias, permitindo que vários militantes venham sendo queimados na praça pública, desde Jorge Sampaio, Francisco Assis, Carlos César e até Maria de Belém.
02- Vai desprezando diversas críticas de militantes credenciados, e cito, entre outros, Ferro Rodrigues, Carlos César, António Costa, Francisco Assis, José Lello e outros. Este autismo fragmenta o Partido.
03- Grave, foi ainda a declaração que as Eleições Europeias não eram uma prioridade sua.
04- Omissão gravíssima de Seguro, foi o mutismo face ao “Sorteio Fiscal” numa colagem ao “Senso Comum”, num total oportunismo, e desvalorização do “trabalho ecoado e incorporado”.
05- Omissão também grave foi o alheamento à condenação das praxes consagrando a coação e a humilhação e um poder espúrio. Novo oportunismo e nova cedência ao “Senso Comum”.
06- Para trás tivemos o dislate da Regulação do IRC, num favorecimento do Grande Capital.
07- Seguro não consegue marcar a Agenda Política andando reboque da de Passos Coelho. Perde-se em minudências.
08- Seguro tem sido incapaz de hierarquizar as questões, essencial para mobilizar as populações.
Seguro, em síntese, tem sido o “Seguro de Vida” de P. Passos Coelho.
Seguro, é hoje um “Homem Só”.
Para quando uma tempestade, um terramoto, uma explosão dentro do PS?
Boa Noite.
Bom Serão.
Saúdo este belo POST e a sua Autora.
ACÁCIO LIMA