Há uma miríade de políticos, politólogos, sociólogos, psicólogos, comentadores e jornalistas a diagnosticarem o esgotamento destes modelos partidários, a constatarem o divórcio entre eleitores e eleitos e a clamarem por novas modalidades.
Mas nem na propaganda e na organização dos congressos partidários há uma réstia de imaginação, um lampejo de novidade. As bandeiras, as palmas, os abraços, a retórica inflamada e dramática, a oratória vazia e a música que acompanha a entrada do líder, os fatinhos e as gravatas, tudo igual a sempre, tudo a cheirar a mofo, tudo sabe a ranço. Falta espontaneidade, arte, descontracção, falta a genuína discussão de ideias, falta tudo o que pode mobilizar as pessoas.
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