O PS está em congresso, o último antes das próximas eleições legislativas. Para além das críticas a Cavaco Silva e das juras de união do partido, sufragadas por António Costa, Pedro da Silva Pereira, Francisco Assis e outros, continuamos a ouvir dizer a todos os protagonistas que é necessário apresentar uma alternativa credível ao governo PSD/CDS.
Infelizmente ainda não apareceu. Não há nada nos discursos que se ouvem, para além da já conhecida mão cheia de frases feitas, como agendas para crescimento e pactos para o emprego, que nos dê um vislumbre das soluções do PS.
Onde está a definição de uma política de alianças para a construção de um governo maioritário? É com o CDS, com o PSD ou com o BE e/ou PCP? Quais as condições? Qual a plataforma de entendimento, baseada em medidas concretas para uma legislatura? E os parceiros sociais? O que fazer em relação à renegociação do memorando de entendimento? Qual a força negocial e quais as contrapartidas que um governo liderado pelo PS teria a negociar?
Onde estão as medidas para acordar em meio de concertação – a reforma do Estado, as leis laborais, a manutenção do estado social, com os apoios aos desempregados, a definição de salários mínimos, as alterações nas reformas, a continuidade do SNS com a indispensável aposta nos cuidados primários, retirando o centro do SNS da rede hospitalar?
Onde está a resposta às críticas à política de Educação deste governo? O que fará em termos de política fiscal? Devolve as remunerações aos cidadãos ou mantém o confisco que o governo decidiu? O que vai fazer em relação aos transportes públicos, à política energética, à reordenação e reorganização territoriais? E na justiça, o que vai mudar? Onde está o programa, onde está a alternativa, onde está a credibilidade que tanto negam a Passos Coelho?
António José Seguro pode exercitar a sua face mais responsável, encenar indignação e pose de estado; não será o coro de agradáveis congratulações que devolverá a esperança a todos os que anseiam por mudanças. Queremos acreditar mas não basta querer – são precisas respostas, muitas, importantes e já.
ResponderEliminarCito:
-Onde está a definição de uma política de alianças para a construção de um governo maioritário?
-O que fazer em relação à renegociação do memorando de entendimento?
-Onde estão as medidas para acordar em meio de concertação – a reforma do Estado, as leis laborais, a manutenção do estado social, com os apoios aos desempregados, a definição de salários mínimos, as alterações nas reformas, a continuidade do SNS com a indispensável aposta nos cuidados primários, retirando o centro do SNS da rede hospitalar?
-Onde está a resposta às críticas à política de Educação deste governo? O que fará em termos de política fiscal? Devolve as remunerações aos cidadãos ou mantém o confisco que o governo decidiu? O que vai fazer em relação aos transportes públicos, à política energética, à reordenação e reorganização territoriais? E na justiça, o que vai mudar? Onde está o programa, onde está a alternativa, onde está a credibilidade que tanto negam a Passos Coelho?
O rei vai nu.
Vai nu, preso ao "Estilo", enfeudado ao "Senso Comum", no folclore da "Unidade Balofa" cimentada num "Poder", que vira costas às necessidades das populações, arredia no rigor de diagnóstico, e do rigor de conceitos informando Propostas.
Falar claro, para construir solidamente.
Bom Dia de Domingo.
Boa Semana.
Saudações Cordiais, Amistosas e Afáveis de Muito Apreço
Acácio Lima