02 fevereiro 2013

Desistências e (des)uniões

 



 


O desfecho da suposta candidatura de António Costa à liderança do PS, após aquela cena teatral deixou-me perplexa e extremamente desiludida. Esperava, ou seja, ansiava por alguém que lesse a situação do país e que a colocasse bem à frente das suas particulares ambições. O que me parece é que, como diria alguém que conheço, António Costa amarelou. Com receio de não conseguir ganhar as eleições internas, arrumou a questão da credibilidade do PS como alternativa política.


 


Passos Coelho tem o caminho aberto para acabar a legislatura. O desemprego ultrapassará os 20% e o Estado será mínimo, como máximos serão o êxodo dos mais jovens, as necessidades dos mais velhos, o assistencialismo caritativo e a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.


 


Vale a pena ler o artigo de Fernanda Câncio, no DN (e no Jugular).


 

9 comentários:

  1. ACÁCIO LIMA14:22

    Tenho uma leitura dos acontecimentos aludidos no post, diferente.

    Sintetizo-a assim:

    O DIFERENDO DE PERSPETIVAS, ESTRATÉGIA, ORIENTAÇÃO E MODELO DE DEMOCRATICIDADE, NO SEIO DO PARTIDO SOCIALISTA


    AO FIM DE ANO E MEIO DO EXERCÍCIO DO CARGO DE SECRETÁRIO GERAL DO PARTIDO SOCIALISTA, POR ANTÓNIO JOSÉ SEGURO, TORNOU-SE INEVITÁVEL UM CONFRONTO POLÍTICO E IDEOLÓGICO , NO SEIO DO PARTIDO SOCIALISTA.

    OS DESVIOS IDEOLÓGICOS REGISTADOS E UMA GESTÃO RUINOSA DA ATIVIDADE POLÍTICA, POR PARTE A. J. SEGURO, DESENCADEARAM VÁRIOS PROTESTOS DE DIVERSOS MILITANTES, E TUDO ACABOU POR ECLODIR CENTRANDO EM A. COSTA E A. J. SEGURO A CORPORORIZAÇÃO DESSAS DIVERGÊNCIAS.

    ESTA LUTA DESENROLA-SE NUM PROCESSO COMPLEXO, E URGE NÃO SER SIMPLISTA, LINEAR E ESQUEMÁTICO NA SUA ANÁLISE.

    COSTA PARTE COM UM ENORME HANDICAP, E PRECISA DE TEMPO E MUITO ENGENHO, PARA VENCER A COLAGEM DE SEGURO AO “SENSO COMUM”, SEMPRE POPULISTA E ESPELHO DA IDEOLOGIA DAS CLASSES DOMINANTES.

    A DIFERENCIAÇÃO DE PONTOS DE VISTAS E SUA CARACTERIZAÇÃO NÃO É DE TODO EVIDENTE E CARECE DE SER EXPLICITADA.

    TAL EXIGE A A. COSTA UM PROCEDIMENTO ALTAMENTE PEDAGÓGICO PARA EVIDENCIAR AS DIFERENÇAS.

    SÓ APARENTEMENTE FOI ESTABELECIDA UM “TRÉGUA”.

    COSTA PRECISA DE UM PALCO E DE TEMPO PARA CRIAR AS CONDIÇÕES PARA VENCER UM DIFÍCIL COMBATE.

    TARDE OU CEDO UM CONFRONTO SERÁ INEVITÁVEL.

    COSTA AGARROU-SE, E BEM, À QUESTÃO DA “UNIDADE DO PARTIDO” PARA A RECONSTRUIR NUMA BASE PROFUNDA E SÓLIDA E NÃO FOLCLÓRICA.

    ESTE COMPASSO, APARENTEMENTE DE ESPERA, SERVE PARA MOBILIZAR MILITANTES E NÃO MILITANTES E ACUMULAR APOIOS, QUER PARA EXERCER O CARGO DE SECRETÁRIO GERAL QUER DE PRIMEIRO MINISTRO. E SERVE PARA EXPLICITAR CONCEITOS, ORIENTAÇÕES E MATURAR UM ESTRATÉGIA.

    ALGUMAS VOZES NÃO ENTENDERAM A COMPLEXIDADE DO PROCESSO, E NO SIMPLISMO, TÍPICO DOS BLOQUISTAS, MAXIMIZARAM POSIÇÕES.

    O ESQUERDISMO É SEMPRE INIMIGO DA LINHA JUSTA.

    BOM DIA.
    BOM FIM DE SEMANA.

    Estou disponível para escalpelizar este tema.

    Com Muito Apreço, envio as Minhas Cordiais e Amistosas Saudações

    ACÁCIO LIMA

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    1. Acácio, boa tarde.
      Escalpelizemos, então.

      O tempo necessário para António Costa estabelecer diferenças ideológicas e de praxis com António José Seguro já vem desde a época anterior à eleição deste para secretário-geral do PS, pois já nessa altura não quis protagonizar uma candidatura à liderança do partido, deixando um espaço que Francisco Assis preencheu. Desde então, o vazio ideológico desta direcção, a ausência de oposição, o silêncio de quem se quer demarcar dos governos de Sócrates, acabando por dar razão a todos quantos culpam Sócrates e a tralha socrática das razões da crise e da recessão económica, para além das intempéries, da SIDA e do efeito de estufa, continuaram a dar tempo e espaço a António Costa e esperança a quem acha que há outros caminhos diferentes para a governação do país.

      Não sei porque é que António Costa recuou. Se o fez para se candidatar mais adiante, perdeu tempo e desiludiu os seus apoiantes no partido e, principalmente, fora dele. Neste momento o país precisa de alguém com fibra, com estatura e com ideias. Receio que, por indecisão, tacticismo, desinteresse ou, mais grave ainda, por não ter nada de novo a acrescentar a António José Seguro, António Costa tenha deixado fugir a oportunidade de abrir a urgente discussão e o debate sobre aquilo que o PS tem ou não para oferecer ao país.
      Porque o PCP e o BE continuam todos os dias a demonstrar, para quem ainda está distraído, que são partidos antidemocratas, ressentidos com a História e vingativos com os seus protagonistas (http :/ www.dn.pt /politica/interior.aspx?content_id=3029211). Por isso, como todos sabemos, o PS tem a dificuldade adicional de não poder contar com alianças à sua esquerda para formar governo.
      Não é unidade que queremos, é verdadeira oposição política e alternativas responsáveis e credíveis. É de ideias e de quem as ponha em prática.

      Bom fim de semana!

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    2. ACÁCIO LIMA20:06

      Comentário ao “Comentário de Sofia Loureiro dos Santos das 18 h e 31 min, no Post “Desistências e (des) uniões”

      00- Bem haja por ter insistido em aprofundar o tema, que, quer se queira quer não, é, neste momento, o centro da vida política portuguesa.

      01- É pacífico que A. Costa, por ocasião da renúncia de J. Sócrates, perdeu a ocasião soberana de vir à liça, defender as políticas alicerçadas na Declaração de Princípios do Partido Socialista, aprovada no início da primeira década do século XXI. E, acrescento ainda, que essas políticas, seguidas por J. Sócrates cabiam bem na citada Declaração de Princípios. Relembro as políticas na Educação, na Saúde, na Energia e no Incremento do Nível de Incorporação Tecnológica, no tecido empresarial.

      02- O Balanço da Governação Sócrates está por fazer, havendo tão só insinuações e retaliações por parte de Seguro, e “olímpica” distanciação por parte de A. Costa.

      03- É também pacifica a leitura que faz das actuações do PCP e BLOCO.

      04- A minha questão não reside na falta de capacidade política de A. Costa, ou da “coincidência”- grifado- entre a visão política e ideológica de Costa e Seguro.

      A minha questão incide sobre o Salto Qualitativo a dar na Estratégia, e inerentes Tácticas, pelo Partido Socialista, para responder às Mutações Políticas, Económicas, Financeiras e Sociais registadas na década.

      Tal exige tempo e espaço, ponderação, maturação e ousadia, e um aparelho partidário coeso e ideologicamente consistente. A actuação recentíssima de A. Costa parece ser conforme tal.

      05- O último parágrafo do seu Comentário penso conforme a minha preocupação expressa no Ponto 4.

      Renovo os Agradecimentos por abrir um debate, no reenvio de Votos de uma Boa Noite, Bom Serão e Bom Domingo

      ACÁCIO LIMA

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    3. pink10:01

      revejo-me totalmente na sua análise.
      acho que de um modo geral as reacçoes são muito epidermicas.

      sem ovos não há omoletas... e por enquanto eles concentram-se num cesto. que josé seguro segura com o sentimento próprio de quem se esfalfou para o encher e defender com mil cuidados,que os ovos são frágeis e partem facilmente para qualquer outro prato mais atraente...

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  2. pink10:07

    Também no expresso da meia noite da sic foi corajosa e assertiva.independentemente do nossso ponto de vista,é sempre interessante seguir as suas opinioes

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  3. Também achei uma patetice pegada. Mas enfim...

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  4. JotaB14:53

    Parece-me importante divulgar esta iniciativa, como todas as outras que visem acabar com o saque perpetrado por esta classe política e seus apaniguados!

    temos que unir forças
    http://www.youtube.com/watch?v=EL-6MrPt66c

    cerco ao parlamento
    http://www.youtube.com/watch?v=tLJPiHTV1ko

    juntos vamos vencer
    http://www.youtube.com/watch?v=dq5qdBFqMEQ

    CERCO AO PARLAMENTO
    http://www.facebook.com/events/226642520804441/

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  5. ACÁCIO LIMA15:47

    00- O Comentário e Links apresentados, centrado no “CERCO AO PARLAMENTO” sugere-me as seguintes notas:

    01- Num Estado de Direito, o Parlamento, é o centro primeiro da Democracia Organizada e do Controlo Democrático.

    02- O Parlamento consubstancia a Democracia Representativa, que pauta a vida política institucionalizada.

    03- Não creio que o manietar o Parlamento sirva os interesses das Populações, e em particular dos mais carentes e sujeitos às iniquidades mais gravosas.

    04- Resumindo e contrapondo direi:

    O Socialismo exige Democracia;

    A Democracia exige, para se afirmar de pleno, o Socialismo.

    05- E, daí, infiro: “Os Fins não justificam os Meios”.

    Boa Tarde.

    ACÁCIO LIMA

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