26 fevereiro 2013

A democracia e Os Mercados

 


A democracia é um enorme problema. Principalmente nesta Europa imperial.


 

Bom sinal

 


Tenho sido muito crítica de António José Seguro. Mas a verdade é que ultimamente tem tido iniciativa política, marcando a agenda e mostrando à troika que pode ser alternativa.


 


A carta enviada aos representantes do FMI, BCE e CE, seguida das conversas com os parceiros sociais, falando directamente com os decisores externos e com as forças da tão falada sociedade civil, são um bom sinal.


 


Espero que continuem estes bons sinais, porque todos os outros são deprimentes.


 

24 fevereiro 2013

A noite passada

 



Sérgio Godinho

 


 


A noite passada acordei com o teu beijo


descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo


vinhas numa barca que não vi passar


corri pela margem até à beira do mar


até que te vi num castelo de areia


cantavas "sou gaivota e fui sereia"


ri-me de ti "então porque não voas?"


e então tu olhaste


depois sorriste


abriste a janela e voaste


 


A noite passada fui passear no mar


a viola irmã cuidou de me arrastar


chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo


olhei para baixo dormias lá no fundo


faltou-me o pé senti que me afundava


por entre as algas teu cabelo boiava


a lua cheia escureceu nas águas


e então falámos


e então dissemos


aqui vivemos muitos anos


 


A noite passada um paredão ruiu


pela fresta aberta o meu peito fugiu


estavas do outro lado a tricotar janelas


vias-me em segredo ao debruçar-te nelas


cheguei-me a ti disse baixinho "olá",


toquei-te no ombro e a marca ficou lá


o sol inteiro caiu entre os montes


e então olhaste


depois sorriste


disseste "ainda bem que voltaste"


 

Casa de feno

 


Convidei para o jantar... um poema


 


 


 


 


 


Havia rumor de passos de vozes ranger de tábuas


entre as rosas mistura de cheiros acres e baunilha.


Havia olhares prolongados de privações


anos de chão raspado por joelhos macerados.


Havia mãos diligentes que batiam ovos


zelosamente guardados em quartos de verão.


Infâncias de memórias casas de ventos


onde se depositam amenas tardes de feno.


 


 


Suspiro com leite-creme de beterraba e chocolate


 


O suspiro:


Batem-se 8 claras com uma pitada de sal em castelo bem firme, e juntam-se 400g de açúcar batendo sempre, durante mais um pouco, até ficar um creme branco e espesso. Espalha-se num tabuleiro e leva-se ao forno lento até cozer.


 


O leite-creme de beterraba e chocolate:


Cozem-se 200g de beterraba descascada e aos bocados em água, com raspa de 1 limão e de 1/2 laranja e 1 vagem de baunilha (aberta, raspada e cortada aos pedaços); depois de cozida escorre-se, retira-se a vagem da baunilha e reduz-se a puré (com a varinha mágica) juntamente com 1/2l de leite que, entretanto, ferveu com outra vagem de baunilha e 200g de chocolate preto (de culinária), cortado aos bocadinhos para ir derretendo. À parte misturam-se 8 gemas com 300g de açúcar, 2 colheres de sopa rasas de farinha e, a pouco e pouco, o restante 1/2 litro de leite. Côa-se o leite com a beterraba e leva-se ao lume, juntando com cuidado a restante mistura do leite, ovos, açúcar, farinha e leite. Deixa-se no lume até engrossar, torna-se a coar e está pronto.


 


Serve-se o suspiro banhado em leite-creme de beterraba e chocolate.


 



 


Esta é uma homenagem à minha avó.


 

Eu, bonzo, me confesso

 



 


Dos comentários ouvido na TSF - Bloco Central e Governo Sombra - e na SIC-N - Eixo do Mal - cheguei a algumas conclusões revolucionárias, e que enformarão o meu viver democrático e republicano daqui em diante:



  1. Segundo Ricardo Araújo Pereira, os cidadãos podem impedir um ministro de falar, porque é ministro, mas os ministros não podem impedir os cidadãos de falar, porque isso é fascista - daqui se depreende que os ministros não são cidadãos.

  2. Segundo João Miguel Tavares, como Miguel Relvas já devia ter sido demitido, por indecente e má figura, obviamente que os cidadãos (que não Miguel Relvas ou qualquer outro ministro, não sei se outros detentores de cargos públicos também estão incluídos) têm todo o direito a insultá-lo e impedi-lo de falar. Esta tese é também defendida por Clara Ferreira Alves e, mais difusamente e menos claramente, por Pedro Marques Lopes, Pedro Adão e Silva, Daniel Oliveira e Luís Pedro Nunes. Claro que é injusto fazer o mesmo a Paulo Macedo, ninguém explicou bem porquê, nem quem é que decide tal coisa.

  3. Segundo Clara Ferreira Alves, todos os que não apoiam nem aceitam estas teses, são bonzos, e teriam muito que aprender com Bocage, Almeida Garrett, Alexandre O´Neill e Natália Correia. Ela não, que já aprendeu tudo e, pelo contrário, tem muito a ensinar sobre liberdade e democracia mas, principalmente sobre cultura, toda ela, desde histórica a política, com especial ênfase na literária e, como pano de fundo, sobre a cultura da revolução permanente e formas de protesto renovadamente esclarecidas.


Daqui depreendo que a lei é variavelmente aplicável consoante se é Relvas, Paulo Macedo, Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Vítor Gaspar, João Semedo, Carlos Carvalhas, Jerónimo de Sousa, Ana Avoila, ou até Clara Ferreira Alves, Pedro Adão e Silva, Pedro Marques Lopes, João Miguel Tavares, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Ricardo Araújo Pereira, Pacheco Pereira e muitos outros. Daqui depreendo que Miguel Relvas não conhece limites, mas que todos estes mentores das liberdades criativas sabem quais são os de Miguel Relvas mas não os deles.


 


Por isso visto a camisola de bonzo que se me cola à pele e que Clara Ferreira Alves tão apropriadamente desmascarou.


 


A partir de agora sempre que todos estes oradores aparecerem em conferências, lançamentos de livros, inaugurações de eventos ou quaisquer outras situações, é perfeitamente normal e até saudável, cantar, gritar, insultar, e até atirar ovos podres, visto que isso não belisca minimamente a liberdade de expressão de nenhum deles e é um direito que todos nós temos. A não ser que eles sejam cidadãos, e nós não. Ou é ao contrário?


 

23 fevereiro 2013

Balada de Outono

 



Zeca Afonso

 


Águas


E pedras do rio


Meu sono vazio


Não vão


Acordar


 


Águas


Das fontes


calai


O ribeiras chorai


Que eu não volto


A cantar


Rios que vão dar ao mar


Deixem meus olhos secar


 


Águas


Das fontes calai


O ribeiras chorai


Que eu não volto


A cantar


 


Águas


Do rio correndo


Poentes morrendo


P'ras bandas do mar


 


Águas


Das fontes calai


O ribeiras chorai


Que eu não volto


A cantar


 

Apetrechos

 



 


Agora é que vai ser: o apuramento culinário e a capacidade de irmanar com os melhores cozinheiros, de todos os géneros e feitios, inventando iguarias de fazer rebolar de gozo o paladar de vários comensais, está ao meu alcance.


 


Após aconselhamento internáutico, parti rumo ao El Corte Inglés, em busca do afamado ralador Microplane. Mas vim de lá com vários apetrechos e muito agradavelmente surpreendida pela cortesia, conhecimento e afabilidade dos comerciantes, que simpaticamente me arranjaram um maçarico para queimar açúcar, com o respectivo gás e lição prática de uso, termómetro para pontos de açúcar e saca-rolhas que, espero eu, funcione bem.


 


Tudo isto porque quero aceitar este convite. Já tenho o poema e já imaginei o doce. Só que, entre a ideia e a sua concretização, vai alguma distância. Principalmente se há percalços como o talhar do leite-creme, e coisas semelhantes. Nada que me impeça de continuar a inventar, audaciosamente, até à volúpia aveludado de um leite-creme inovador, desconstruído e reafirmado.


 

Vergonhoso

 



 


Este é, de facto, o pior Presidente da nossa era democrática, responsável por muita de descredibilização da classe política. Não o único, mas um dos principais. É quase inacreditável.


 

Resistir

 



 


Aqui está uma manfestação de resistência pacífica, inteligente e irónica. Na verdade até bastante justa.


 

20 fevereiro 2013

Totalitarismo vanguardista

 


Grândola Vila Morena foi uma das senhas para o Movimento das Forças Armadas em 25 de Abril de 1974. Foi uma das senhas para a instauração de um regime democrático, o contrário do que os arruaceiros do movimento Que se lixe a Troika fazem quando a utilizam, de forma a conspurcá-la, tal como a conspurca o Ministro Miguel Relvas ao fazer chacota do acompanhamento musical desafinado e grosseiro, no Clube dos Pensadores.


 


Ao contrário do que Pedro Adão e Silva e Luís Delgado disseram, não me parece que isto seja um movimento inorgânico. Parece-me um movimento de uma minoria antidemocrática que, infelizmente, tem a compreensão dos media e dos comentadores, que ontem, na SIC-N, ao abordarem os desacatos à volta de Miguel Relvas nas redes sociais, apenas mostraram opiniões que validam e desculpabilizam este tipo de contestação.


 


Pois ela parece-me não só orgânica, organizada e orquestrada, como o contrário da oposição a um governo eleito democraticamente. Não conheço alternativas à democracia representativa, não sei o que é a democracia de rua, parafraseando a pergunta no forum da TSF.


 


Isto é um festim para as vanguardas esclarecidas e para ditadores frustrados, e está a tornar-se perigoso. Prefiro ministros como Miguel Relvas, que podem ser apeados e demitidos por Presidentes da República e por eleições livres e democráticas, que contestatários como os estudantes lixados pela troika, que nem sequer entendem o que é o protesto político, a pessoas surdas e incapazes de discutir alternativas, por muito desesperadas que estejam.


 


Desesperados e lixados estamos todos, com este governo, com esta Europa, com esta Troika, e mais ficaremos se a democracia da rua vencer.


 


Nota: Outras opiniões, que vale a pena ler:


Paulo Pedroso - Portugal está a desaprender a liberdade


Valupi - No país do Miguel Relvas


Diogo Serras - Alternativa zero


 

19 fevereiro 2013

A ditadura das minorias pseudo democráticas

 


O que se está a passar neste momento, com hordas organizadas de pseudo democratas a manifestarem-se em todo o lado onde aparecem ministros, nomeadamente Miguel Relvas, é uma distorção do direito à indignação e da liberdade de expressão. Este governo foi escolhido livremente pelo povo, em eleições livres. Isto que se está a tentar fazer, é a ditadura de uma minoria autoritária que assume a vontade de uma maioria que, quando é chamada a decidir, decide de outra forma.


 


É vergonhoso. Não gosto do governo ou do Ministro. Mas isto é o contrário do debate democrático. Miguel Relvas fez mal em tentar alinhar na brincadeira. Não só fez uma triste figura como isto não é uma brincadeira.


 

Impossível

 



Wayne Chisnall


 


1.


Sei que tenho memórias de um tempo feliz


daquelas memórias que servem para aconchegar os rigores da passagem


da vida. Sei que existem nalgum recanto do cérebro trancadas


em portas invisíveis. Mas não as encontro


essas memórias de tempos idos em infâncias despreocupadas e seguras.


 


2.


Impossível este amor sem vício nem dor


este diário sem carne amarrotada e madrugadas insones.


Impossível este amor de liberdades aprisionadas


pelo hábito e pela culpa. Impossível querer sem ter


a cruel lucidez da incerteza e mesmo assim amar


sem pejo nem lonjura sem o tempo que perdura em nós.


 

17 fevereiro 2013

Gran Torino

 



Clint Eastwood & Jamie Cullum


& C.Kyle & Michael C. Stevens &


Nino Carmona & Jose Miguel


 


So tenderly
Your story is
Nothing more
Than what you see
Or
What you've done
Or will become
Standing strong
Do you belong
In your skin
Just wondering

Gentle now The tender breeze
Blows
Whispers through
My Gran Torino
Whistling another
Tired song

Engine humms
And bitter dreams
Grow heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long

Realign all
The stars
Above my head
Warning signs
Travel far
I drink instead
On my own
Oh,how I've known
The battle scars
And worn out beds

Gentle now
A tender breeze
Blows
Whispers through
A Gran Torino
Whistling another
Tired song

Engines humm
And bitter dreams
Grow
Heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long

These streets
Are old
They shine
With the things
I've known
And breaks
Through
The trees
Their sparkling

Your world
Is nothing more
Than all
The tiny things
You've left
Behind

So tenderly
Your story is
Nothing more
Than what you see
Or
What you've done
Or will become
Standing strong
Do you belong
In your skin
Just wondering

Gentle now
A tender breeze
Blows
Whispers through
The Gran Torino
Whistling another
Tired song
Engines humm
And bitter dreams
Grow
A heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long

May I be
So bold and stay
I need someone
To hold
That shudders
My skin
Their sparkling

Your world
Is nothing more
Than all
The tiny things
You've left
Behind

So realign
All the stars
Above my head
Warning signs
Travel far
I drink instead
On my own
Oh
How i've known
The battle scars
And worn out beds

Gentle now
A tender breeze
Blows
Whispers through
The Gran Torino
Whistling another
Tired song
Engines humm
And better dreams
Grow
Heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long
It beats
A lonely rhythm
All night long


 

Um dia como os outros (125)

 



(...) Do que quero falar é do topete revolucionário de um dos seus barítonos mais mediáticos, o advogado Garcia Pereira, que se terá dialecticamente esquecido que foi por vontade do povo, o tal que é quem mais ordena, que ele não teve assento nas cadeiras mais abaixo do hemiciclo quando para isso se candidatou¹. (...)


1Recebeu apenas 14.419 votos (1,23%), quando precisaria de um pouco mais de 22 mil…


 


A. Teixeira


 

Mau filme

 


Por outro lado, estando os caminhos do PS cada vez mais óbvios na sua inanidade e mediocridade, o país enfronha-se na crise, o mais calmo que lhe é possível, e cada vez mais desiludido, alheando-se das coreografias e da indigência dos nossos representantes. É como se visse um mau filme, mal realizado e mal interpretado. Nada apaga a revolta silenciosa contra a iniquidade de um estado policial, a quem já ninguém respeita e suporta. É extraordinária falta de competência e de vergonha.


 

Sinuosos

 


É muito interessante ouvir as pessoas que tanto defenderam a decisão de João Paulo II em levar o seu papado até à morte, levando a sua cruz, tal como Cristo fez (lembro-me de ter ouvido isto), declararem a sapiência deste Papa ao renunciar antes de Deus assim o decidir.


 


Os caminhos do Senhor são sinuosos e insondáveis.


 

Recentrar na comunidade

 


Uma das reformas mais importantes a fazer no SNS é recentrar o atendimento em estruturas inseridas nas comunidades, retirando aos hospitais uma enorme quantidade de doentes, profissionais e custos que, direccionados para apoios domiciliários, de enfermagem e consultas de especialidades perto dos cidadãos, seriam bastante mais bem aproveitados.


 


A medicina moderna centra-se nas necessidades, prioridades e qualidade de vida dos indivíduos, personalizando as terapêuticas à uma determinada doença de um determinado doente. O esforço da investigação tem prosseguido o objectivo de disponibilizar medicação que possa ser efectuada pelas próprias pessoas, de forma a manterem o mais possível os seus afazeres sociais e profissionais.


 


Os custos de uma medicina cada vez mais sofisticada devem ser criteriosos, investindo-se na qualificação e diferenciação da carreira de Enfermagem, reconhecendo-lhes e validando competências que, em muitas circunstâncias, já exercem, pois são estes profissionais que administram a medicação, acompanham diariamente os doentes, observando, registando, monitorizando e avaliando efeitos secundários, esclarecendo dúvidas de familiares e cuidadores, apoiando psicologicamente os fragilizados em todo o processo patológico.


 


Não é possível manter doentes nos hospitais, num ambiente mais desumanizado, massificado, oneroso e ineficaz. Não se percebe a razão da ausência de consultas de especialidade de gastrenterologia, ginecologia, cardiologia, medicina dentária, pediatria, medicina física e de reabilitação, endocrinologia, e outras, nos Centros de Saúde, para diagnóstico e seguimento das mais diversas patologias, reservando-se os hospitais para os casos graves, de intervenções mais sofisticadas e delicadas, libertando os profissionais e os recursos para o que necessita de outros meios e de outro tipo de equipamentos.


 


Os avanços tecnológicos nas várias áreas, nomeadamente de informação, a melhor qualificação das pessoas e o desenvolvimento das especializações nas várias carreiras de profissionais de saúde deveriam ser incentivados e aproveitados a favor dos cidadãos, assim como na rentabilização e reorganização para a verdadeira e consistente sustentabilidade do SNS. Onde estão as propostas dos partidos da oposição, mais precisamente do PS, para esta função estatal?


 

10 fevereiro 2013

Propaganda

 



  


Na Fundação Oriente está uma interessantíssima exposição - CARTAZES DE PROPAGANDA CHINESA - A ARTE AO SERVIÇO DA POLÍTICA.


 


O culto das personagens mitificadas do comunismo chinês, com Mao Zedong em omnipresente destaque, o aproveitamento da cultura e das tradições para a propaganda, a alegria obrigatória, os camponeses, os operários e os estudantes, o livro vermelho de Mao, as óperas revolucionárias, e até alguns panfletos, revistas e cartazes nacionais, da nossa própria época revolucionária, de um passado que nos parece quase irreal a esta distância. É como olharmos para a nossa infância – sabemos e lembramo-nos do que se passou, mas como se tivesse sido com outra pessoa.


 


Era uma autêntica máquina de guerra, que triturava e amalgamava todas as manifestações de arte popular, até os teatros de marionetas e de sombras. As ditaduras são todas iguais, dos pioneiros à mocidade portuguesa, da estética dos uniformes às criações paternalistas e moralizadoras da perfeita felicidade dos oprimidos, das pobreza escondida à justificação das arbitrariedades.


 



 

02 fevereiro 2013

Desistências e (des)uniões

 



 


O desfecho da suposta candidatura de António Costa à liderança do PS, após aquela cena teatral deixou-me perplexa e extremamente desiludida. Esperava, ou seja, ansiava por alguém que lesse a situação do país e que a colocasse bem à frente das suas particulares ambições. O que me parece é que, como diria alguém que conheço, António Costa amarelou. Com receio de não conseguir ganhar as eleições internas, arrumou a questão da credibilidade do PS como alternativa política.


 


Passos Coelho tem o caminho aberto para acabar a legislatura. O desemprego ultrapassará os 20% e o Estado será mínimo, como máximos serão o êxodo dos mais jovens, as necessidades dos mais velhos, o assistencialismo caritativo e a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.


 


Vale a pena ler o artigo de Fernanda Câncio, no DN (e no Jugular).


 

Nova morada - do Sapo para o Blogger

Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...