13 janeiro 2013

Reformar o Estado

 



 


Em democracia a liberdade de expressão e a controvérsia deveriam ser aceites e estimuladas. Em Portugal existe uma espécie de censores, que mudam de lado e de cor consoante o poder da época, que determinam os assuntos em agenda, a forma de os aplaudir ou denegrir e a virulência dos ataques.


 


Esta é a melhor forma de destruir de imediato qualquer medida, atitude, método ou ideia, independentemente da opinião de cada um sobre as mesmas. Foi assim com os governos de Sócrates, sempre que tentaram alguma mudança, nomeadamente na educação na saúde, é assim com este governo, como mais uma vez se demonstra com o mais recente episódio, relativamente ao relatório do FMI.


 


Se foi ou não encomendado pelo governo (que o foi, está dito nas primeira e quinta páginas do documento), se é ou não um documento político (obviamente que o é), se tem ou não erros nos dados de que se serve (pelos vistos tem mais que muitos, o que também é da responsabilidade de quem colaborou na sua elaboração - pág. 5), se não deveria ter sido divulgado e por quem o foi (segundo o Expresso, os relatores ficaram tão surpreendidos como o resto da população), são colaterais à verdadeira e urgente necessidade de se discutir a reforma do Estado.


 


O PS, em vez de se chocar e ofender, com intenções inflamadas e vazias, tem obrigação de promover, participar e esclarecer todos os cidadãos, em todos os fóruns possíveis e aproveitando todas as oportunidades, sobre a sua visão sobre as funções do Estado, quais e como as sustentar. Esse foi um debate que o primeiro governo de Sócrates fez, afrontando interesses instalados e corporações. Essa era uma das clivagens entre o PS e o PSD, que Sócrates mostrou no debate que lembrei no último post.


 


E esta liderança socialista? Qual é a estratégia deste PS para a reforma do Estado? Ou acha que não é necessária? Deixemo-nos de coreografias barrocas (e bacocas), a não ser que sejam apenas para disfarçar a total ausência de alternativas. Pois esse é mesmo o meu receio - que António José Seguro não tenha qualquer pensamento sobre tudo isto.


1 comentário:

  1. ACÁCIO LIMA16:28

    01- Não me vou debruçar sobre os primeiros parágrafos do post, pese o facto de não serem displicentes: dão conta dos "interesses", e, em particular, dos "interesses corporativos", que se mostram a cada passo.

    02- Mas realço os dois últimos parágrafos, que são a mensagem a reter:

    - "O PS, ..... , tem obrigação de promover, participar e esclarecer todos os cidadãos, em todos os fóruns possíveis e aproveitando todas as oportunidades, sobre a sua visão sobre as funções do Estado, quais e como as sustentar".

    - "Pois esse é mesmo o meu receio - que António José Seguro não tenha qualquer pensamento sobre tudo isto".

    Bom Fim de Tarde, deste Domingo.
    Boa Semana.

    Cordiais e Amistosas Saudações de Muito Apreço de

    ACÁCIO LIMA

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