30 dezembro 2012

Certo

 


 


David Freedman


 


Vou secando as flores


drenando a água em que mergulho


a felicidade momentânea.


Gasto a alma absorvo dilúvios


e reduzo a pó a grandeza que antecipo.


A solidão ecoa e infiltra todos


os poros da vida arestas que magoam.


Só o inatingível me parece certo


na prisão do encantamento.


 


Por pudor ou medo não quero


precisar tanto de amor.


 

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