David Freedman
Vou secando as flores
drenando a água em que mergulho
a felicidade momentânea.
Gasto a alma absorvo dilúvios
e reduzo a pó a grandeza que antecipo.
A solidão ecoa e infiltra todos
os poros da vida arestas que magoam.
Só o inatingível me parece certo
na prisão do encantamento.
Por pudor ou medo não quero
precisar tanto de amor.
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