"Este Governo é mais perigoso do que o de Sócrates"
Francisco Louçã é um dos responsáveis pela impossibilidade de um governo de coligação de esquerda. A sua política foi e é de confrontação com o PS, numa luta que julga poder ganhar, feita de demagogia e populismo. Na prática o BE sempre inviabilizou uma solução governativa na esquerda parlamentar, em consonância com o PCP, protagonizando ambos uma aliança contranatura com o PSD e o CDS.
Tanto se criticam e se questionam as opções dos vários líderes do PS em assumirem governos minoritários, mas a verdade é que, ou se aliam à direita ou estão sós.
Não vem a propósito mas lembro-me de um post (do qual tomei conhecimento indirecto) que insinua a cobardia de António Guterres, Durão Barroso e José Sócrates - porque fugiram - enaltecendo Passos Coelho. Convém, no entanto, não esquecer alguns factos:
- António Guterres assumiu uma derrota eleitoral e demitiu-se, permitindo uma clarificação política democrática;
- José Sócrates demitiu-se na sequência do derrube do PEC IV, instrumento sem o qual era impossível governar, apresentou-se a eleições e, tendo sido derrotado, deu lugar a outros dentro do PS, aceitando o resultado da escolha dos cidadãos;
- Durão Barroso, esse sim, trocou uma posição que ele considera de maior prestígio que o ser Primeiro-ministro de Portugal, tendo saído do governo e deixado o país numa balbúrdia, muito também por responsabilidade de Jorge Sampaio;
- Passos Coelho fica? E porque não haveria de ficar? Tem uma maioria absoluta no Parlamento e um governo a cavalgar todas as ondas da austeridade mandatada pela Troika, aplaudido pela direita mais conservadora, em que é que isso é heróico?
As máquinas de propaganda não conseguem apagar totalmente a memória dos cidadãos. Pelo menos, assim espero.
COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS "..... exactamente o mesmo que ajudaste a eleger"
ResponderEliminar01- Este post, escrito numa linguagem contida e serena, como é timbre da Autora, carateriza bem a atuação de Francisco Anacleto Louçã e do Bloco, os aliados efetivos da direita no poder, retrógrada e conservadora.
02- Conhecendo-se o xadrez político e a correlação de forças, às datas do Governo Guterres e do Governo Sócrates, o Bloco e F. A. Louçã, optaram, em ambos os casos, por abrir a porta a Governos da direita reacionária, conservadora e retrógrada.
03- Trata-se sempre da incapacidade de perceberem o que são Políticas de Aliança, que em boa verdade se radica na opção prevalente do Bloco e, também do PCP, de
“O Tanto Pior, Melhor”.
04- Num outro ângulo, temos a posição usual do Bloco de ser “Contra-Poder”, na incapacidade de ser “Poder”- necessário a Transformar a Sociedade.
05- A entrevista de hoje, de F. A. Louçã, ao “DN” confirma que temos um espantoso trotskista, sempre enfarpelado com vestes stalinistas, persistindo o normativo da III Internacional, onde se definia que os “Partidos Socialistas são o Inimigo Principal”.
06- A entrevista é clara, reafirma tal, e resume-se a isso. O resto é “Paisagem”.
Bom Fim de Tarde.
Boa Semana.
Cordiais, Afáveis e Amistosas Saudações de Muito Apreço e Consideração de
ACÁCIO LIMA