O CDS procura uma forma de se desligar da coligação governamental, de forma a aparecer, aos olhos dos cidadãos, como mais um dos enganados pelo PSD. A crise política avizinha-se.
Não basta ao PS mudar de líder. É essencial que o faça, é indispensável que se movimentem as alternativas, que se esqueçam as contabilidades e os calculismos das facções: onde estão Ferro Rodrigues, António Costa, Francisco Assis, só para citar alguns?
Mas é igualmente indispensável que os partidos à esquerda do PS, os partidos não democráticos, se desfaçam e refaçam, se desmontem e remontem, elegendo líderes responsáveis, que abram os olhos para o novo século e deixem de suspirar pela irrealidade de um passado que nunca existiu. É com certeza possível uma plataforma mínima de consenso numa área política em que os valores do respeito pela democracia e pela liberdade de expressão, pela igualdade de oportunidades e pelo papel de um estado social que garanta a todos os seus direitos mais fundamentais, sejam uma realidade.
Vivemos numa democracia e é a democracia que deve funcionar. Não anseio por manifestações de caceteiros, com destruição de lojas e automóveis, recontros mais ou menos selvagens entre manifestantes e polícia. Mas a revolta da população é palpável e se não se vislumbrarem quaisquer alternativas, o mais certo é multiplicarem-se e descontrolando-se os desesperos.
COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS "Das remodelações necessárias"
ResponderEliminar01- Este é o post que usou uma “metralhadora” que só dá tiros certeiros, a começar pelo plural do título.
02- A “Remodelação do Governo”, reclamada pelos “barões” do PPD, mais não é que uma desesperada postura de “sobrevivência”, num naufrágio de barco à deriva, com um timoneiro “impreparado”, “sem traquejo político”, que se isola no país e externamente.
03- A tragédia do Partido Socialista só poderá ser reconvertida se uma nova Estratégia Global for urdida, respondendo às mutações sociais, económicas, financeiras e políticas registadas nos últimos anos. Não é uma questão de Estilo, tout court.
04- Mas a disputa do troféu -“Quem é o mais esquerdalho”- ocorrida a semana passada com o PCP e BLOCO, como intervenientes, “atirando pedras” ao Partido Socialista, qual delapidação à boa maneira iraniana, dificulta a concretização do que a Autora do post preconiza, e cito:
“…uma plataforma mínima de consenso numa área política em que os valores do respeito pela democracia e pela liberdade de expressão, pela igualdade de oportunidades e pelo papel de um estado social que garanta a todos os seus direitos mais fundamentais, sejam uma realidade”.
05- Pedro Passos Coelho esticou a corda, desfez-se do “arrulhar” do populismo assistencialista, e, perfilhou-se como o “Testa de Ferro” da parcela mais reacionária do Patronato Português, o tal do “Tudo ou Nada” e já.
Belo post.
Bom Fim de Tarde.
Boa Semana.
Saudações Calorosas de Muito Apreço de
ACÁCIO LIMA