31 agosto 2012

Nevoeiro

 



Sittikorn Pokpong


 


Recolho-me em nevoeiro no todo cinzento da negação


no presente mais que passado sem futuro.


Recolho-me atrás do mundo no todo ausente de inspiração


no limite da selva para além do muro.


 


Tal como em ilhas de isolamento prisioneira de mim e da rotina


espaço-me despojo-me em sono lento


afasto desejos


desço a cortina.


 

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