Não tenho tido vontade de escrever. Tudo já foi dito, repetido, estando as palavras gastas de tanto usadas. Não há paciência para queixumes nem para optimismos estéreis, irrazoáveis e insultuosos para quem vê o dia a dia cada vez mais acabrunhante.
Não tenho a arte de me evadir do quotidiano. Apetecia-me fechar as portas e desaparecer. Não me apetecem combates nem defesas de princípios. Os princípios apenas contribuem para que nos sintamos ainda mais fora de tom. Estamos em ciclo de penúria intelectual e moral, para além da financeira. Os fundamentalismos dos novos moralistas, a importância dos costumes, a omnipresença da devassa das vidas privadas, a mistura entre o poder e a mediocridade, esmagam o individualismo e tomam conta das opiniões.
Não se trata da ausência de liberdade mas da incapacidade de viver e sentir essa liberdade. O medo vai empurrando o que sobra da dignidade. É preciso um esforço inaudito para arrastar as fibras que se revoltam contra a prepotência da estupidez e da falta de vergonha.
Não tenho vontade de escrever porque digo o mesmo que todos os outros e a falta de originalidade é patética. Patética e vazia.
Talvez amanhã.
Amanhã é tarde e "INÊS ESTÁ MORTA".
ResponderEliminarBoa Noite.
Bom Serão.
Boa Jornada de Descanso.
ACÁCIO LIMA
NÃO DESISTA!
ResponderEliminarAs tristezas também se dividem..Irmana quem as tem na catarse necessária...