Mais uma vez se estão a unir as forças mais conservadoras da sociedade com o populismo e a demagogia de alguns atores políticos, a propósito do anunciado fecho da Maternidade Alfredo da Costa.
Com a redução acentuada da natalidade, como é possível continuar a defender a manutenção de 7 maternidades na área da Grande Lisboa - Maternidade Alfredo da Costa, Hospitais de Santa Maria, São Francisco Xavier, Fernando Fonseca, de Cascais, Beatriz Ângelo e Garcia de Orta? Não será mais importante assegurar que as parturientes e os recém-nascidos tenham equipas suficientes, competentes e com experiência, transportes rápidos e confortáveis, serviços de bem equipados para uma assistência de qualidade?
Aquilo a que se assiste é exactamente ao mesmo a que se assistiu aquando da reorganização das urgências no tempo de Correia de Campos. O facto da Maternidade Alfredo da Costa ter sido o local de nascimento de milhares ou milhões de Lisboetas não pode ser a única razão para a manter aberta. A optimização dos recursos e a defesa de partos em segurança deve ser o objectivo de qualquer política de saúde e de qualquer governo.
O fantasma do desmantelamento do SNS surge de imediato, sempre que se começa a tentar mexer nalguma coisa. O imobilismno e a manutenção do status quo são a pior forma de o defender.
Já passa das 11 h da noite, e li os seus três post, todos certeiros e ilustrando a coerência e consistência do Seu pensamento.
ResponderEliminarOs danos no SNS não residem na racionalização do uso das infraestruituras materiais e humanas.
Mas, do meu ponto de vista, os danos existentes terão de ser explicitados na perda de universalidade da prestação de cuidados médicos, nas tentativas para usar a prestação de cuidados médicos como uma forma de Redistribuição de Rendimentos, sob a capa assistencialista, logo, longe do que é central nessas políticas de Redistribuição de Rendimentos.
Boa Noite.
Bom Serão.
Cordiais e Afáveis Saudações de
Acácio Lima