A abertura da caixa de Pandora do populismo está a ter as suas consequências, umas imprevisíveis, outras previsíveis e perigosas. A diabolização dos políticos e dos detentores dos cargos públicos, com a demagógica redução de remuneração dos mesmos, é apenas uma das facetas daquilo que tem sido empolado por responsáveis dos partidos políticos, de todos, embora mais prevalentes na coligação que nos governa e nos partidos ditos de esquerda, como o BE e o PCP, por vários comentadores, grandes empresários e maravilhosos economistas.
Dito isto, alguém dos vários assessores do Presidente da República deveria aconselhá-lo vivamente a renunciar ao cargo. A panóplia de gente iluminada, da qual Cavaco Silva faz parte, que tem perorado sobre a necessidade de contenção, austeridade, equidade e justiça fiscal, a necessidade de reduzir os hábitos de consumo, de não se gastar acima das nossa possibilidades, está a revelar-se de uma desfaçatez e arrogância, que nada de bom pronunciam para a coesão social.
Mais revoltante que todas as opções ideológicas é o desfile de declarações a que temos assistido, de que as do Presidente, lamentando-se pelo fato da soma das suas reformas não chegar para as suas despesas, é o ponto máximo. Todos os reformados descontaram durante anos para poderem usufruir de um montante que foi seriamente reduzido e será ainda mais. Todos os que descontaram para o subsídio de desemprego agora só podem ter acesso a um escasso número de meses subsidiados e por muito pouco. A imensa maioria das pessoas são obrigados a pagar as suas despesas com muitíssimo menos que as reformas de Cavaco Silva.
Cavaco Silva desprestigia o cargo e a função de Presidente. Era melhor que se fosse embora.
01- Deste post, começo por anotar o primeiro parágrafo, onde se aponta esta nova forma de Populismo, que parece ser uma sofistificação do usado, correntemente, pelo Professor Fransisco Anacleto Louçã.
ResponderEliminar02- Depois anoto a incoerência intelectual de Cavaco Silva, que vem fazendo um "discurso" de contenção, de austeridade, de redução das despesas nos hábitos de vida no quotidiano, para agora, vir, no miserabilismo, no despudor e no indecoro, insultar as Portuguesas e os Portugueses, queixando-se.
O descrédito total.
03- Não será de moto próprio nem por aconselho da "sua corte" que Cavaco Silva abandonará, antes do fim do mandato, o cargo.
Terão de ser as Portuguesas e os Portugueses a tornar insustentável, políticamente, a manutenção no cargo, no curto prazo.
Boa Noite.
Bom Serão.
Bom Fim de Semana.
Cordiais Saudações de Muito Apreço de
Acácio Lima
B.I. nr. 1468705.4, Arq. Porto, 20070813