O PS, antes do debate parlamentar do orçamento, depois de conversas entre António José Seguro e Passos Coelho e após reunião das cúpulas do partido, decidiu-se pelo voto abstencionista.
António José Seguro não se quer confundir com a oposição grega, tal como Passos Coelho não se quer confundir com o governo grego. A Grécia serve para todos os gostos e a tudo justifica.
Ninguém percebe exactamente porque é que o líder do PS deixou de falar no IVA da restauração e passou a falar num dos subsídios excluídos pelo governo. Também ninguém entende para que servem os deputados da nação ou mesmo a existência parlamentar.
O PS demitiu-se de ser oposição responsável. Onde está o escrutínio da governação – propostas sobre supressão de transportes públicos, aposta num desenvolvimento económico de terceiro mundo (exploração de minérios), aumento do horário de trabalho sem auscultação/acordo dos trabalhadores, privatizações sem critério, para citar alguns exemplos?
Apesar da negação em coro da geminação com o povo grego, caminhamos a largos passos para a mesma situação. Mas sempre a tentar que Os Mercados, o FMI e a Sra. Merkel nos felicitem pelos evidentes esforços de maior austeridade.
Cito:
ResponderEliminar"O PS demitiu-se de ser oposição responsável. Onde está o escrutínio da governação – propostas sobre supressão de transportes públicos, aposta num desenvolvimento económico de terceiro mundo (exploração de minérios), aumento do horário de trabalho sem auscultação/acordo dos trabalhadores, privatizações sem critério, para citar alguns exemplos?"
Exemplar esta crítica, que subscrevo na integra, mas na convicção que este mandato de A. J. Seguro, será curto, para nosa tranquilidade. Depende de nós, tal.
Boa Noite.
Bom Serão.
Bom Fim de Semana.
Saudações Cordiais de Muito Apreço pelo Vigor e Rigor das Análises.
ACÁCIO LIMA
ResponderEliminarSeguramente não vai longe...