09 novembro 2011

A subversão da democracia europeia

 



 


Depois de Michael Fuchs ter defendido a demissão de Berlusconi, Angela Merkel assumiu que não pode haver políticas domésticas dentro da moeda única. Para quem ainda alimenta esperanças de integrar uma União Europeia que se rege por regras democráticas, em que os estados soberanos se respeitam, as últimas declarações destes responsáveis alemães, a efetiva demissão de Berlusconi, e o recuo da ideia referendária na Grécia, pode perder definitivamente as ilusões.


 


Neste momento são Os Mercados e a Alemanha, não sei se a ordem dos fatores é arbitrária, que verdadeiramente apoiam ou demitem os governos. O funcionamento democrático de cada país, em que os cidadãos escolhem os seus governantes, é totalmente subvertido pelas pressões externas, os juros das dívidas a aumentar, os ratings a diminuírem e pelo despudor dos responsáveis alemães. Péssimos sinais e péssimas notícias.


 

2 comentários:

  1. Entretanto os dirigentes europeus "de facto" já se rendem à tese de "uma europa a duas velocidades". O problema da Itália obriga-os a assumir a realidade que pretenderam iludir: que o projecto da união monetária nunca passou de uma fantasia, de um arrogante projecto de dominação da Europa pela via da arma moderna, a moeda.

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  2. pink09:36

    Os prognósticos depois do jogo comovem-me..

    Tantos cérebros rejeitados... pela mesquinhês de quem acreditou numa europa unida,próspera e sem guerras hediondas e liquidatárias da decencia!

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