08 outubro 2011

Fast speech

 


Antes da queda do governo, antes da não aprovação do famoso PEC IV, muitos foram os que se encarniçaram a adivinhar a urgência do pedido de ajuda externa ao FMI. Tanto que, na minha opinião, ajudaram a realizar a profecia. Estamos agora perante as mesmas ânsias: tanto se vaticina a próxima bancarrota que ela será cada vez mais provável. O Bastonário da Ordem dos Médicos junta agora a sua voz aos que já antecipam como certa a nossa insolvência.


 


Eu até acho que o Bastonário da Ordem dos Médicos, pela notoriedade da sua função, deveria ter um papel ímpar na redução dos gastos supérfluos, no combate ao desperdício, na utilização criteriosa dos parcos recursos do Estado, imprescindíveis à sustentabilidade do SNS.


 


Para isso seria interessante ouvi-lo lembrar o papel determinante de uma boa história clínica, do apuramento detalhado das queixas dos doentes, do registo dos sintomas e dos sinais, dos antecedentes de saúde e familiares, das virtudes de um exame físico completo, da auscultação pulmonar, cardíaca, da palpação abdominal. Gostaria de o ouvir em conferências e artigos enfatizar a necessidade de estudar as várias hipóteses diagnósticas antes de requisitar inúmeros RX, TAC, endoscopias, com e sem biopsias, e análises múltiplas, de informar os colegas que fazem e têm que interpretar os resultados dos meios complementares de diagnóstico sobre as suas certezas e incertezas, do debate multidisciplinar prévio às decisões terapêuticas e prescrições medicamentosas, para além do imperioso cuidado com super medicação.


 


Penso que o Bastonário da Ordem dos Médicos poderia ajudar imenso se lembrasse a todos os profissionais que as tecnologias informáticas são uma ajuda preciosa para ganhar tempo e reduzir custos, que a utilização sistemática dos correios electrónicos aumenta a rapidez e a eficácia da comunicação, eliminando horas de espera, telefonemas repetidos, interrupções de trabalho inoportunas, gasto de papel inconsequente. Poderia ainda motivar todos os médicos a renderem-se ao benefício inequívoco das requisições, das prescrições e dos processos clínicos electrónicos.


 


O Bastonário da Ordem dos Médicos seria, com certeza, um excelente aliado do SNS e da defesa da saúde dos portugueses, mesmo poupando-os a novos impostos sobre fast food e a ironias quanto à bondade da promoção do consumo do tabaco.




 

2 comentários:

  1. ACÁCIO LIMA20:01

    01- Há "Sovas" que se recordam pela vida inteira.

    02- Há "Sovas" que terminam em "ko", como esta.

    03- Há "Sovas" que são "divertidas".

    04- Há "Sovas" que são trágicas, umas, e outras que são dramáticas.

    05- E há "Sovas" que são Exemplares. É o caso.

    - "Sova" exemplar nos catastrofistas;

    - "Sova" exemplar nos que diletantemente gostam de passar por ignorantes;

    - "Sova" exemplar na tónica do pedagógico;

    - "Sova" exemplar nos Detratores dos Avanços Técnicos e Tecnológicos;

    Depois desta "Sova" , se este Bastonário não se retirar da ribalta, concluiremos que é "uma cabeça dura", concluiremos que não tem uma ponta se sensatêz, que não tem o q.b. de decoro.

    Definitivamente, poupem-nos do "Humor Negro".

    Este post ultrapassa-se a si próprio, na senda do Universal, na sua infinita pedagogia, que tudo deve modelar.

    Boa Noite.
    Bom Serão.
    Bom Dia de Descanso.

    Cordiais e Afáveis Saudações

    ACÁCIO LIMA

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  2. O bastonário seria muito útil ao País se fechasse a cloaca!

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