O congresso do PS que está a decorrer em Braga é de grande importância para a vida democrática. É necessária a oposição da esquerda democrática corporizada pelo PS. É necessária a definição ideológica do PS e a sua demarcação do PSD e do CDS. Nesse sentido o que de mais interessante teve o discurso de António José Seguro o esclarecimento dessas diferenças:
- a recusa de alterar a Constituição, consagrando um enfraquecimento do Estado Social;
- a igualdade na distribuição de riqueza, equidade e justiça social;
- a recusa de um estado assistencialista, com a tónica na dignidade humana e nos direitos sociais das pessoas;
- a colocação do rigor orçamental e do controlo das finanças ao serviço da população;
- a defesa de uma governação política e económica para a Europa;
- a defesa da confiança nos cidadãos e inviolabilidade das liberdades políticas
Apesar de haver pouca assertividade na afirmação de que a inscrição de limites constitucionais ao défice e à dívida pública não contariam com o apoio do PS, e das generalidades sobre o caminho europeu, não se percebendo muito bem o que significa um europeísmo crítico, António José Seguro fez um bom discurso. No entanto, para além de uma pequena referência aos anteriores líderes do PS, António José Seguro evitou cautelosamente a defesa dos governos de Sócrates, nomeadamente na área da Educação, nas apostas tecnológicas, na política energética e no investimento científico.
Os erros cometidos deverão ser pensados e ultrapassados, mas nunca o PS deverá esconder ou apagar as anteriores legislaturas, nem aceitar a tese propagandeada da destruição do país.
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