Considerei o discurso de António José Seguro um bom discurso. Mas a intervenção de Francisco Assis foi a de um líder, de alguém que não renega a história do seu partido, de alguém com uma formação democrática, livre, com a consciência limpa e do que quer para o futuro.
Não houve silêncios sobre assuntos delicados, nem abafamento de passados incómodos. Não só disse o essencial e mais importante sobre a forma como esta direita assumiu o poder, ligando-a a uma falha moral, como sobre o patrocínio que esta direita teve e tem do Presidente da República, que assim subverteu e subverte aquele que deveria ser o seu papel. Falou do objectivo central deste governo - o deslegitimar dos poderes públicos do estado - e assumiu com orgulho o legado dos últimos 6 anos de governo socialista, lembrando aos mais esquecidos, como o recém-eleito e legitimado António José Seguro, a necessidade de continuar esse projecto - a qualificação do país com a aposta na escola pública, na ciência e na inovação tecnológica e a modernização da economia, sem esquecer o rigor financeiro, ou seja, olhar para além da crise.
Francisco Assis alertou para a aplicação das doutrinas liberais com efeitos que poderão ser devastadores para a coesão social, a propósito do esmagamento da classe média. Embora não o acompanhe no exemplo que citou (o dos cortes nos incventivos aos transplantes) subscrevo todas as suas preocupações - é essencial que se relance o debate político sobre a sociedade que queremos e defendemos, não aceitando um país de desiguais.
António José Seguro ganhou as eleições dentro do partido, tudo faz e fará para manter a boa imprensa, mesmo com atitudes pouco edificantes com a que ontem protagonizou, com a ridícula visita aos bastidores da comunicação social, desalojando António Costa do seu lugar de entrevistado. Uma pose totalmente artificial que não enganou ninguém.
António José Seguro poderá ser um corredor de fundo, mas falta-lhe a força das ideias.
Lapidar.
ResponderEliminarCustou a regressar a lucidez, custou a saber ler-se nas entrelinhas, custou a tornar claro, que para a Esquerda, não é o "Estilo", que pauta a diferença, mas sim o entendimento de ser necessário avançar com novas "Ideias", nomeadamente as que reportam a uma Nova Geração de Políticas Sociais e a uma diversificada Política Activa de Emprego.
Paulatinamente, mas de forma consistente, explique-se que "O Rei Vai Nu".
Boa Tarde. neste seu ínicio.
Boa Semana.
Cordiais e Afáveis Saudações de
ACÁCIO LIMA
não podia estar mais de acordo, Sofia. Abraço
ResponderEliminarApenas para referir que concordo em absoluto com a sua opinião sobre o Francisco Assis e tomei a liberdade de publicar o texto publicado no seu magnífico blog sobre o assunto em apreço.
ResponderEliminarUm seu admirador
António A.Barroso
A "VAGA DE FUNDO" QUE É IMPERIOSA.
ResponderEliminar"MALHAR NO FERRO, ENQUANTO ELE ESTÁ QUENTE E AO RUBRO".
DIZ O FERREIRO, E EU SECUNDO-O.
BOA NOITE.
BOM SERÃO.
CORDIAIS E AFÁVEIS SAUDAÇÕES
ACÁCIO LIMA
Concordo com o essencial. Sim, a Seguro falta-lhe a força das ideias. Já não sei é se será corredor de fundo... tal como não acho que tenha boa imprensa.
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