21 agosto 2011

Um dia como os outros (93)


(...) Agora um Governo de coligação de partidos à direita do espectro político e um Ministério da Saúde onde pontificam, segundo a imprensa, homens conotados com a Opus Dei, ambos zelosos no cumprir de compromissos rubricados com entidades financeiras e políticas internacionais, decidem, em dois singelos meses:



  • acabar com a experiência das PPP na área da Saúde e reavaliar as existentes

  • racionalizar a capacidade instalada no SNS quanto a Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica, dando uma machadada de dimensões ainda difíceis de calcular nos convencionados

  • fazer um cerco à prestação de serviços no SNS

  • introduzir Normas de Orientação Clínica

  • obrigar à redução das horas extra o que levará, obrigatoriamente, ao encerramento e fusão de serviços, incluindo Urgências


Não sabemos o que se seguirá embora o guião seja conhecido.


Todas as medidas listadas defendem objectivamente o SNS e foram tomadas por quem foi acusado de o ir destruir.


Conhecem, na História recente, maior ironia ideológica?


 


Carlos Arroz

2 comentários:

  1. paula23:01

    quando tomei conhecimento destas medidas perguntei-me - o que é feito das medidas para diminuir as listas de espera? o que vai ser feito dos convencionados que criaram postos de trabalho e fizeram grandes investimentos a contar com os doentes do sns?


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    Respostas
    1. Há muitas perguntas e dúvidas sobre imensos assuntos. No entanto penso que o SNS deve esgotar a sua capacidade instalada antes de fazer contratos com outros parceiros.

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