(...) Agora um Governo de coligação de partidos à direita do espectro político e um Ministério da Saúde onde pontificam, segundo a imprensa, homens conotados com a Opus Dei, ambos zelosos no cumprir de compromissos rubricados com entidades financeiras e políticas internacionais, decidem, em dois singelos meses:
- acabar com a experiência das PPP na área da Saúde e reavaliar as existentes
- racionalizar a capacidade instalada no SNS quanto a Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica, dando uma machadada de dimensões ainda difíceis de calcular nos convencionados
- fazer um cerco à prestação de serviços no SNS
- introduzir Normas de Orientação Clínica
- obrigar à redução das horas extra o que levará, obrigatoriamente, ao encerramento e fusão de serviços, incluindo Urgências
Não sabemos o que se seguirá embora o guião seja conhecido.
Todas as medidas listadas defendem objectivamente o SNS e foram tomadas por quem foi acusado de o ir destruir.
Conhecem, na História recente, maior ironia ideológica?
quando tomei conhecimento destas medidas perguntei-me - o que é feito das medidas para diminuir as listas de espera? o que vai ser feito dos convencionados que criaram postos de trabalho e fizeram grandes investimentos a contar com os doentes do sns?
ResponderEliminarHá muitas perguntas e dúvidas sobre imensos assuntos. No entanto penso que o SNS deve esgotar a sua capacidade instalada antes de fazer contratos com outros parceiros.
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