27 agosto 2011

Um desespero cândido exala dos meus instantes mais solitários

 



Mário Máximo


 


Um desespero cândido exala dos meus instantes mais solitários.


Um desespero de criança perdida ou, pior do que isso,


de criança abandonada.


É nessas alturas que algo de especial e sereno tem de ser feito.


Aprendi a deixar que as horas se esgotem


minimizando o tempo


e a inevitável angústia de o ver e sentir passar


em desespero.


Não podemos permitir que a ansiedade nos vença.


Sob pena de o desespero se tornar a nossa única condição.

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