(...) Quando falamos de amor pelo passado é preciso ter atenção, pois é do amor à vida que se trata. A vida está muito mais no passado do que no presente. O presente é um momento sempre curto, mesmo quando a sua plenitude o faz parecer eterno. Quando se ama a vida, ama-se o passado, porque é o presente tal como sobreviveu na memória humana. O que não significa que o passado seja uma memória de oiro: tal como o presente, é ao mesmo tempo atroz, soberbo ou brutal, ou apenas vulgar. (...)
De Olhos Abertos - Marguerite Yourcenar - Conversas com Matthieu Galley
Relógio D'Água Editores, Junho de 2011
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