A recusa de Passos Coelho e de Paulo Portas em governarem com José Sócrates, mesmo que este ganhe as eleições, é bem a demonstração da irresponsabilidade dos dois líderes.
De declaração em declaração, a radicalização da campanha eleitoral conduz os cidadãos a uma cada vez maior apreensão e desmotivação. Ao contrário do que amor ao país que proclamam, estas posições irredutíveis apenas transformam o futuro próximo numa incógnita.
O PSD e o CDS tudo estão a fazer para que se instale a ideia de que a única possibilidade de governo seja resultante de uma coligação entre eles, independentemente de quem vença as eleições, alterando aquilo que é o espírito e que tem sido a forma das eleições democráticas em Portugal. A diabolização de José Sócrates é mais uma parte desta campanha que já tem muitos anos, para que os eleitores fujam da escolha socialista.
Esta estratégia pode bem redundar em fracasso, nomeadamente na percentagem de abstencionistas. Caso os líderes estejam dispostos, após as eleições, a fazer alianças, coligações ou acordos parlamentares, mais uma vez sairão desacreditados por desdizerem o que afirmaram. É um jogo muito perigoso e quem perde somos nós todos.
É impossível fazer uma coligação duradoura com Sócrates.
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