A comunicação ao país do Primeiro-ministro demissionário, acompanhado de um demissionário Ministro de Estado e das Finanças com uma postura fechada, desaprovadora da sua própria presença, foi apenas uma peça de propaganda eleitoral.
Não ficámos a saber nada de concreto sobre as medidas que terão ficado acordadas com a Troika. A única preocupação de José Sócrates foi desmentir aquilo que foi sendo avançado pelos media como certezas de austeridade. Desmentiu o desaparecimento dos 13º e 14º meses, inclusivamente a hipótese de serem pagos em títulos de poupança, desmentiu cortes em salários e em pensões, desmentiu mais medidas orçamentais para além das do PEC 4, desmentiu o aumento da idade da reforma, desmentiu a necessidade de alterações constitucionais por causa de alterações das leis laborais, SNS e escola pública.
Não ficámos a saber rigorosamente nada do que vai acontecer.
A comunicação de Eduardo Catroga, também uma peça de propaganda, não lhe correu muito bem. Como não tinha nada para dizer, visto que nada se sabia, Eduardo Catroga insinuou que as medidas desconhecidas iriam ser muito piores que as do PEC 4, que já nunca teria chegado, mas muito melhores do que seriam sem a contribuição do PSD. O que é mais uma contradição e também não se compreende, pois o PSD não aprovou o PEC 4, pelas razões mutuamente exclusivas de serem muito e pouco duras.
A comunicação de Francisco Louçã foi irrelevante, para não variar, assim como a de Carvalho da Silva. A de Assunção Cristas foi a mais normal e cautelosa.
Continuamos a aguardar, portanto. Para já, Sócrates saiu-se melhor neste acto de campanha eleitoral.
Nota: 78 mil milhões de euros.
:)))
ResponderEliminarSem dúvida, Sofia, que é tudo propaganda. Em todo o caso, acho que a declaração de José Sócrates teve o mérito de pôr termo a uma série alarmismos fruto de notícias postas a circular pelos "media" e que, pelos vistos, não passavam de invenções, matéria em que a a nossa comunicação social é pródiga. Saudações.
ResponderEliminarVerdade.
EliminarQuando o assunto é campanha eleitoral, ninguém nega que Sócrates é o melhor.
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