20 maio 2011

Custo unitário do trabalho

 



 


O retrato do que a maioria dos patrões pensa é-nos dado pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) - aumentar o número de horas de trabalho sem aumentar a remuneração, reduzir a comparticipação dos empregadores para a segurança social (redução da taxa social única), reduzir o número de dias de férias, alterar a legislação laboral para permitir aumentar despedimentos, alterar a legislação da greve, enfim - (...) É preciso reduzir o custo unitário do trabalho (...).


 


E que tal acabarmos de vez com esses privilégios dos trabalhadores, que é terem direito a horários de trabalho, remuneração condigna, descanso aos fins-de-semana, férias, reformas, etc.? Porque não podermos despedi-los sempre que nos apetece, sem qualquer justificação, e não termos que lhes dar indemnizações? Isso é que nos tornaria verdadeiramente competitivos em relação às economias chinesa e indiana, em termos de custo unitário de trabalho.


 


Gostaria de saber quais eram as propostas da CIP para melhorar a performance das empresas que implicassem os próprios empresários. Não há?


 


Todos sabemos que são necessários ajustamentos da legislação laboral com flexibilização dos despedimentos, redefinição do que é justa causa, dos horários de trabalho (em vez de os aumentar se calhar reduzi-los, para aumentar a oferta de emprego), e outros. Mas as ideias que estes senhores defendem, mal há uma ligeira hipótese, demonstra que não aprenderam nada durante estes anos de democracia, que não aprendem nada com as crises e com as convulsões sociais.


 


Realmente o atraso económico do país tem grandes responsáveis, entre eles os empresários, grandes, pequenos, micro e nano.


 

1 comentário:

  1. Cheirando-lhes a desregulação desenfreada começam a salivar como os cães de Pavlov.

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