27 maio 2011

A adaptação às circunstâncias

 


Esta campanha tem tido vários momentos de estupefacção para os eleitores. Dá-me a impressão que, secretamente falando, Passos Coelho está a fazer tudo para perder as eleições. Ou será que está convencido que esta guinada à direita, completamente extemporânea e despropositada, verdadeiramente conservadora e retrógrada, lhe vai dar alguns votos?


 


(...) Pela primeira vez na sua história, o partido social-democrata elegeu um líder não católico que defende, por exemplo, a adopção por casais homossexuais - uma ideia que o governo Sócrates vetou por recear uma espécie de alarme social. Pedro Passos Coelho já tinha sido favorável à despenalização do aborto, admitiu a liberalização das drogas e atacou o Presidente da República por causa do veto à lei do divórcio de Sócrates. (...)


 


Ana Sá Lopes, jornal  i, 02/04/2010


 


 


(...) Eu acho que precisamos fazer, tal como, de resto, estava previsto, uma avaliação dessa situação. Eu estive, há muitos anos, do lado daqueles que achavam que era preciso legalizar o aborto – não era liberalizar o aborto, era legalizar a interrupção voluntária da gravidez. Porque há condições excepcionais que devem ser tidas em conta e não devemos empurrar as pessoas que são vítimas dessas circunstâncias para o aborto clandestino. Mas não fui favorável a esta última alteração, na medida em que me pareceu que o Estado tinha obrigações que não cumpriu. (...)


 


Pedro Passos Coelho, citado pelo Público, 26/05/2011


 

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