As notícias que dão como provável o pagamento dos 13º e 14º mês em títulos do tesouro (manobra de desinformação?) não são surpresa, mas são mais uma certeza de que os salários vão continuar a reduzir-se, que temos que saber olhar para prioridades nos gastos, nos investimentos, nos valores e naquilo que consideramos profundamente importante e necessário.
Começa a ser intolerável assistir à vergonha de acusações, propaganda, cartas escritas a representantes políticos que são enviadas à comunicação social, grandiloquências retrógradas, justificações disparatadas e oportunismos vários da parte de quem, por obrigação de função e moral, deveria ter respeito por aqueles que votaram.
A personalização das frustrações, das incapacidades e dos erros, em vez da discussão de verdadeiras opções políticas apenas aumenta a impossibilidade da resolução dos problemas. As figuras que representam os partidos e as várias facções políticas são importantes, como é óbvio, mas não são donas dos partidos nem dos votos de quem os elege. É absolutamente indispensável, tanto como a participação maciça dos cidadãos nas próximas eleições, que Sócrates e Passos Coelho entendam que não são os seus egos, as suas vitórias e as suas derrotas que importam. É imperioso que as principais figuras do Estado se respeitem. A linguagem da taberna é para a taberna, não para a Assembleia da República.
Não é admissível que se chame foleiro ao Presidente da República, ter na lista de candidatos a deputados pessoas que roubam microfones aos jornalistas, ministros que usam a televisão para enviar recados a outros, cartas e mensagens de políticos uns aos outros na comunicação social, que o Primeiro-ministro e o líder o principal partido da oposição não se cumprimentem em cerimónias públicas.
Basta da falta de decoro generalizada, da inenarrável má educação, grosseria e incompetência na resolução dos problemas que todos temos que resolver. Quero votar em gente que tenha como principal preocupação o país. Onde está?
Está a meter todos no mesmo saco, o que significa que alinha com o bastonário dos advogados que convida os eleitores à abstenção. Tal posição, muito pura, muito isenta, muito elegante, muito sofisticada, etc., na minha opinião, é lamentável..
ResponderEliminarInfelizmente há muita coisa e muita gente que se meteu no mesmo saco. Mas não, não apelo ao voto em branco. Apelo à decência e à responsabilidade dos eleitores e dos possíveis eleitos. E votarei e não votarei em branco. Mas convém que se discutam os assuntos a sério e sem o deplorável espectáculo a que temos assistido. Eu também lamento que faça processos de intenção e que interprete mal o que escrevi.
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EliminarNinguém é perfeito, não há ninguém que não erre. Também reprovo que se chame foleiro ao PR, como, aliás, a quem quer que seja. Há tempos o professor Marcelo chamou chico esperto ao primeiro ministro. Houve reações indignadas? Não dei por elas. Há dias, no Público, um comentador habitual apelidava o primeiro ministro de aldrabão. Houve reações indignadas? Não dei por elas. Mas deixemos isso. Ainda bem que vai votar e não o fará em branco. Eu também.
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