Entre 7 e 9 de Abril decorreu, no Porto, o XIV Congresso Nacional de Anatomia Patológica. Ao contrário de outros congressos de outras especialidades, não houve antes, nem depois, qualquer notícia sobre o assunto.
A Anatomia Patológica não é uma especialidade mediática, nem glamorosa. Os médicos de Anatomia Patológica praticam uma ciência quase invisível, mas absolutamente central em toda a actividade de diagnóstico, de decisão e monitorização terapêutica, de avaliação de factores prognósticos, de investigação e de ensino.
Um dos convidados foi Adalberto Campos Fernandes que, de uma forma simples e clara, discorreu sobre as várias ineficiências do nosso sistema de saúde, a necessidade de modificação da cultura de gestão, da aposta nos recursos humanos com a fidelização dos profissionais a tempo inteiro, uma remuneração condigna, exigência, rigor e avaliação de desempenho, reforço das lideranças intermédias e manutenção da universalidade do SNS, desmontando a argumentação crescente do paradigma do utilizador/pagador.
Rigor, trabalho, estudo e investigação, partilha de ideias e de experiências, formação contínua, a Anatomia Patológica é o paradigma da tradição que se alia à inovação, da responsabilidade que se junta à ousadia e enforma o verdadeiro núcleo da Medicina.
Nota ou declaração de interesses: sou Anatomopatologista.
Nestes tempos tão funestos, em Portugal, o importante não "vende". Pelo contrário, está em alta o acessório.
ResponderEliminarA mim deu-me várias pistas, por exemplo aqui:
Eliminarhttp://www.amiando.com/anatomia.html
O que não significa que seja suficiente-
Abraço