Se alguma dúvida ainda houvesse quanto à irrelevância das medidas de austeridade em relação ao aplacar da ira dos mercados, a agência financeira Moody’s acabou de o demonstrar, mais uma vez. Para aqueles que continuam a defender que o pedido de ajuda ao FMI é, não só inevitável como desejável, para que se não agravem os custos da crise, gostaria de saber como justificam o contínuo castigo da Grécia.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
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Porque a intervenção do FMI está mal desenhada tal como na Irlanda: assenta no programa que Sócrates vai implementando cá. Nenhum programa de recuperação da dívida sobrevive ao aumento brutal da carga fiscal. Isso talvez não entenda, mas vai custar uma década a Portugal, com ou sem FMI. Não é possível para dar emprego a tanto funcionário público manter a grande maioria dos trabalhadores asfixiados em impostos.
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