A actualização dos dados nos Centros de Saúde, para libertarem das listas quem nunca lá vai, porque não quer e/ou não precisa, parece uma boa ideia. Rentabilizar e gerir melhor os escassos recursos que existem, nomeadamente o reduzido número de Médicos de Família para que mais pessoas tenham acesso a cuidados de saúde atempadamente, é indispensável.
No entanto convém não esquecer que há algumas situações em que os doentes estão obrigados, por lei, a recorrer aos Médicos de Família, como o simples facto de precisarem de um atestado médico para justificarem faltas por doença. Mesmo quando se esteve internado num hospital integrado no SNS, é necessário um atestado passado pelo Médico de Família.
Estas medidas tinham o objectivo de desincentivar os atestados falsos. Mas a verdade é que dificultam muito a vida de quem, de facto, está doente. Tal como a nova ideia de obrigar a exibir um documento de identificação nas farmácias, aquando da compra de medicamentos por receita. Não é isso que vai acabar com as fraudes. Seria muito melhor que se perseguissem os prevaricadores – médicos que passam receitas e atestados falsos, farmacêuticos que falsificam usam abusivamente números de cartões de utentes, pessoas saudáveis que fingem doenças e que lesam os restantes cidadãos, em vez de inundar de leis restritivas quem cumpre.
A receita é sempre a mesma. Para combater os abusos penaliza-se quem cumpre e deixam-se os abusadores na impunidade. Um bom dia 8 para a Sofia.
ResponderEliminarBeijinhos
Muito bem, Sofia. :))
ResponderEliminar
ResponderEliminarRaramente vou ao médico de família do SNS-
Em três anos fui uma!Nunca fui penalizada.
Pedi que escolhessem um cidadão mais necessitado e me excluíssem. Não foi possível!
Se agora a situação vai ser alterada,fico satisfeita pelos muitos que precisam e não têm alternativa.