Ao que tudo indica, a Assembleia da República estará dissolvida a 25 de Abril, pelo que as cerimónias de comemoração do Dia da Liberdade não se efectuarão.
Estranho esta decisão e estranho a justificação. Não seria possível abrir excepcionalmente a Assembleia nesse dia, para que a Casa da Democracia se engalanasse e recebesse as justas e dignas festas de Abril?
Temo que os valores democráticos, de que esta situação é apenas um símbolo, estejam cada vez mais enevoados. O regime democrático deveria fazer da sua afirmação e empolgamento uma causa suprapartidária e intergeracional. Não há aquisição vitalícia de respeito pelas liberdades cívicas e individuais, nem pelas instituições do poder soberano do povo.
Espero que o mesmo povo saiba honrar o dia 25 de Abril como o Dia da Liberdade. Era importante que todos nos mobilizássemos para afirmar que somos livres, que queremos participar na vida do país e que, para além das permanentes queixas e das permanentes crises por que passamos, sabemos dar valor ao que conseguimos a 25 de Abril de 1974.
E que tal promovermos uma manifestação simbólica a favor da Liberdade e dos Militares de Abril? Eu sugiro que todos usemos cravos vermelhos, papoilas, rosas vermelhas, antúrios, sei lá, qualquer flor vermelha, bem vermelha, nesse dia. À lapela, no chapéu, como alfinete de gravata ou pregadeira, nas mãos, nos pés, no olhar e, sobretudo, no coração.
Gosto muito da ideia, Sofia.
ResponderEliminarVamos nisso!
Estas coisas têm regras e regimentos. Se a Assembleia está impedida de reunir, não seria atentatório da constituição fazê-lo?
ResponderEliminarQuanto à manifestção, espero ver igual entusiasmo no 25 de Novembro. Os "militares de Abril" foram um grupo sindical irritado com uma questão de milicianos vs não milicianos e instrumentalizados pelo PCP. Recomendo as memórias políticas do Prof. Freitas do Amaral para perceber a estratégia de Cunhal de infiltração das forças armadas.
Salud!
A importância do 25 de Novembro não deve nunca apagar a importância do 25 de Abril. Os Militares de Abril foram os que, independentemente das motivações que tiveram, lhe deram a possibilidade de falar deles assim. O reconhecimento aos que arriscaram tudo, muito mais do que todos nós arriscamos ao perorar sobre tantos assuntos, é uma obrigação nossa. Sugiro-lhe o alargamento das referências históricas.
EliminarVamos nisso, Sofia.
ResponderEliminar:)))
Lá estaremos
ResponderEliminarEu, o Meu Contrário e a Minha Alma. Seguindo a sua sugestão cada um de nós três terá a liberdade de escolhar a flor, desde que seja vermelha...
(Vim pela mão da MdSol)
ResponderEliminarLá estaremos
Bjs
Lá nos encontraremos a respirar o mesmo ar. De vermelho, com vermelho no coração!
ResponderEliminarLá estaremos na Avenida da Liberdade que conquistámos. De vermelho. Com vermelho no coração!
ResponderEliminar
ResponderEliminarTão bela ideia, que só posso solidarizar-me,claro!
"E venham mais cinco..!"...que o Zeca abençoará e cantará, pois, com certeza!
E que melhor local para o celebrar?!
ResponderEliminarCompletamente de acordo.
ResponderEliminarUm cravo vermelho ao peito, sim. Por Abril.
Beijinhos :**