24 fevereiro 2011

Códigos


 


Eddie Bowen: The Rock Machines 


 


 


I.


Vi crescerem ossos desmesuradamente


despontarem nervos insensatamente


arrastarem olhos gulosamente


esconderem risos esforçadamente.


 


Vi quebrarem laços aplicadamente.


 


 


II.


Contigo


sempre contigo, aprendo


a ler códigos silenciosos


de ternura.


 

3 comentários:

  1. ACÁCIO LIMA23:09

    01- Por estranho que possa parecer, as "Máquinas" são "fazedoras" de "ternuras". São "filhas"....nossas.

    02- É que as "Máquinas" existem, primeiro, na cabeça das mulheres e dos homens, e só depois têm "vida própria"- grifado.

    03- E, quando a "Máquina", "Computador", nos "tritura" uma noite inteira, com os seus "segredos", nos esquecemos que, por detráz, da"Máquina" "Computador", estão milhares craneos pensantes....

    Mas, mesmo assim, não desisto e tenho de "Vencer" o "Computador", a "Maquineta" pífia, pese a desigualdade de forças.

    Boa noite.
    Bom serão.

    Acácio Lima

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    Respostas
    1. com eles, os filhos, também eu 'aprendo a ler códigos silenciosos', descobrindo, desvendando no que não dizem, nos sinais...
      posso ter encaminhado mal o sentido do poema...mas a minha leitura serve-me perfeitamente.
      parabéns!

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    2. Paula, a leitura é de cada um e os poemas têm as interpretações que cada um lhes queira dar. Obrigada.

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