E agora que terminamos as pequenas tréguas nas nossas preocupações bem melancólicas, com a primeira semana do ano à nossa frente, regressamos aos assuntos suspensos entre o Natal e o Ano Novo.
As eleições presidenciais deixaram de ser uma disputa para ser uma certeza. De interessante apenas há a presença de um candidato que não teve direito a debates. A nossa comunicação social não esperou pela decisão do Tribunal Constitucional. Espero a resolução que se impõe para restabelecer o respeito pela igualdade de oportunidades a todos os elegíveis.
Na próxima revisão constitucional seria de ponderar a alteração dos mandatos presidenciais para um, de 7 anos, pois a reeleição do Presidente da República tem sido uma constante, esvaziando esta eleição de conteúdo.
Aguardamos a decisão do Parlamento em relação ao governo, após as presidenciais. Passos Coelho está convencido que ganhará as próximas legislativas e quererá precipitá-las. Entretanto deverá desencadear-se a luta pelo poder, dentro do PS, numa tentativa de minimizar os estragos eleitorais.
Entretanto a crise continuará a justificar e a desculpar todas as decisões, suspensões, recuos e austeridades. Os mercados continuarão a ser invocados, reagindo seja quais forem as medidas entretanto tomadas.
E a nós cabe-nos trabalhar, protestar, desconfiar, debater, perguntar e exigir. Não só aos outros mas sempre, e sobretudo, a nós próprios. A revolução começa dentro das nossas cabeças.
Eu já estou a desconfiar que a luta no poder dentro do PS, será entre os que querem minimizar os estragos eleitorais e os que vão ficar aliviados com esses mesmos estragos.
ResponderEliminarMas isto digo eu, que há muito tempo sou desconfiado e há muito mais que ando com a cabeça às voltas...
Tudo de bom para si