Em tempo de elevado desemprego, predominantemente de gente nova e qualificada, apercebemo-nos de que são necessárias alterações à forma como entendemos a segurança no trabalho, a produtividade, a formação, a avaliação de desempenho. É incompreensível que se sacrifique a possibilidade de ter pessoas empenhadas, trabalhadores qualificados e motivados, a uma noção de emprego vitalício independente da prestação de quem o detém, tão caro ao nosso sindicalismo.
No entanto não consigo perceber o objectivo de reduzir as indemnizações aos trabalhadores despedidos, em número de dias pagos por mês de trabalho e no máximo de meses pagos (12). Da parte dos empregadores mantém-se o paradigma de pagar pouco, cada vez menos, investir pouco, cada vez menos, reivindicar os apoios do estado, apelidando-o de gastador e demasiado interventor, reivindicar redução de impostos e, por fim, poder despedir pessoas com muitos anos de casa com uma indemnização simbólica.
Não entendo como é possível dinamizar assim o mercado laboral. Deve ser uma redundância da flexi e um downgrade da segurança.
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