Precisamos de rituais, mesmo que saibamos a inutilidade das garrafas de champanhe, a pobreza dos alegres votos de felicidade, repartidos e partilhados com quem, em nenhuma outra ocasião, mereceu alguns segundos de atenção.
Repentinamente, por muito que honestamente sonhemos com autenticidade e simplicidade, vemo-nos arrastados pelos balanços próprios e alheios, pelos receios veiculados por futuristas profissionais, sem percebermos exactamente a futilidade das introspecções por decreto.
Tenho os meus rituais, ridículos ou sublimes, confortáveis ou inevitáveis, que passam pelo preenchimento da nova agenda Moleskine, alternadamente encarnada ou preta, pela assistência ao Concerto de Ano Novo, e pela solene resolução de ser feliz.
Passeio pela casa, abro as janelas para o dia solarengo e brilhante, vestindo lentamente o dia, igual aos anteriores e aos seguintes que, pelas barreiras que nos vamos colocando e pelas metas que vamos alcançando, se transforma numa divisória.
Recomecemos. E talvez a minha relação difícil com as vozes que se investem duma autoridade que ninguém lhes outorgou, me leve à firme intenção de fazer deste ano um conjunto de dias, projectos e felicidades muito melhores e maiores que os anteriores.
MUITO SUCESSO NOS SEUS OBJECTOS,QUE NATURALMENTE, SE REFLECTIRÁ NOS PRESENTES QUE AQUI DEPOSITARÁ...
ResponderEliminarHappy new year!
Tenho a certeza que será um Novo Ano cheio de sucessos e coisas boas :)
ResponderEliminarBeijinhos :**