Portugal torna a pagar juros mais altos para se endividar. Esta é uma notícia que aparece nos jornais e que é dita nas televisões. Mas não se explica porquê. O que aconteceu agora, em Portugal ou no mundo, que tenha levado a um aumento de risco de financiar o país? Quais os motivos objectivos que fazem, mais uma vez, fazer tremer as contas em Portugal?
Parece que nada do que o país possa controlar, desde o défice ao endividamento, os PEC, as reduções de despesa, os aumentos de impostos, a consequente recessão com aumento do desemprego, a níveis assustadores e por longos e incontáveis anos, nada acalma os mercados, os especuladores, aqueles que decidem a nossa economia.
Os debates parlamentares continuam os passos de uma dança cansativa e sem ritmo, argumentando com clichés à esquerda e à direita. Vamos assistir à troca de acusações em volta de uma hipotética revisão constitucional e de um hipotético chumbo do orçamento para 2011.
Manuel Alegre deve estar a aperceber-se da estrondosa derrota que o aguarda. Cavaco Silva gere o melhor possível os vários e incómodos silêncios, quebrando-os com a deselegância de confundir política com má educação. Não me lembro de um Setembro tão cheio de desesperança como este.
Desculpe lá, Sofia, mas você emprestava dinheiro barato a um país como Portugal? Desde o início do ano o endividamento português aumentou cerca de 10%; onde está o crescimento para compensar isto? Portugal é hoje um caso de subprime. Por que é que acusamos as instituições financeiras de não terem avaliado correctamente (i.e., prudentemente) os riscos ligados ao excesso de crédito barato e agora gritamos que não nos emprestam dinheiro barato, quando é evidente que não temos condições para o pagar? A verdade é que provavelmente apenas no-lo continuam a emprestar, ainda que caro, porque esperam que, como no caso grego e por causa do euro, a Alemanha não esteja disposta a deixar-nos cair. Quanto ao que temos de fazer, por muito doloroso que seja (e cada vez o é mais), há quem o diga há anos, debaixo de uma barragem de insultos. Muita gente, incluindo quase todos os socialistas (e você, Sofia) é que se recusam a encarar a realidade. Enquanto isso acontecer, os políticos continuarão a falar de nada ou a ser crucificados quando propõem algo de mais concreto (como medidas para flexibilizar o mercado laboral - que, admito, também me assustam -, ou a suspensão de investimentos que não gerem entrada de capital no país, ou a alteração de regras nos sistemas de saúde, educação e segurança social).
ResponderEliminar
EliminarVOCÊ QUER OS OVOS TODOS NO MESMO CESTO,NO CESTO DOS MAIS AFORTUNADOS,À NASCENÇA E DEPOIS.
VOCÊ QUER TER UM SISTEMA QUE TRATE MUITO BEM OS RICOS E OS OUTROS LOGO SE VÊ.
QUER O REEGRESSO AO PASSADO.E SE NAO QUER,DIGA A RECEITA QUE NOS LEVE POR DIANTE ,TRIUNFANTEMENTE,SEM COLOCAR OS POBRES MAIS POBRES ,MAIS DOENTES,MAIS INCULTOS,MENOS IGUAIS.
ROUBAR MENOS É PRECISO.PAGAR IMPOSTOS.ACABAR COM GASTOS EXCESSIVOS QUANDO NAO SOMOS NÓS A PAGAR.ETC.ETC.
NUM PAÍS ONDE SE PAGA 30000 A UMA APRESENTADORA DE TELEVISAO , 100 A UM REFORMADO E 5000 AO PR.MINISTRO AOLGO ESTÁ MTO MAL.
O UMBIGO É FEIO,POR QUE NAO TIRAR OS OLHOS DELE?
Sim, quero tudo isso. É o meu sonho desde menino.
EliminarQUEM DIZ A VERDADE NAO MERECE CASTIGO.
EliminarQUANTO A CRÍTICA, ESTAMOS CONVERSADOS,NAO É?
Acha? O que pelos vistos muita gente ainda não percebeu - porque se recusa a perceber - é que já não há "receitas". O que a esquerda defende está a levar-nos à falência - e depois tudo será posto em causa. O que a direita defende tem custos elevados, até porque políticas de contenção prejudicam a economia e atrasam a retoma. Mas, por muitas maiúsculas que você use e declarações optimistas que o mais-ou-menos engenheiro Sócrates faça, não existe alternativa. Os políticos portugueses, com os socialistas destacados na dianteira, conduziram-nos aqui.
Eliminarsócrates vem sempre a propósito e a despropósito,tal a fixaçao de algum proselitismo .
Eliminara minha relaçao política com os partidos e respectivos secret. gerais é muito desapaixonada e isenta.
preocupa-me o país e o mundo,as pessoas todas, a começar pelas que me estão mais próximas.
há engenheiros de papel passado que não valem um tremoço e outros que sem papel são valiosos e muito úteis.
nao quero parecer favorável a cursos comprados que fizeram doutores os jovens deste país, sem culpa dos próprios, mas que sao um pesadelo:incompetentes,imaturos,incultos...
à falta de melhor argumento,abana-se o papel,ainda!e não vale nada,quando o ser humano que o detém é fraco de mente e espírito.
a situaçao é demasiado grave para que desperdicemos as nossas qualidades a abater seja quem for,nao acha?
estou a reler"memorias de adriano".que será, será?
A verdade é que, infelizmente, Sócrates vem sempre a propósito e a despropósito. Quanto ao curso, a importância foi-lhe dada por ele ao fazer questão em obtê-lo, mesmo por vias ínvias. E se está a reler "Memórias de Adriano" (faz muito bem), sabe que Adriano também teve algumas vezes de tomar medidas duras (e não falemos sequer da forma como o seu maior opositor morreu, que isso podia levar-nos a grandes discussões sobre os actos das figuras de bastidores dos regimes, de que temos abundantes exemplos nos últimos anos). A grandeza de um político mede-se pela capacidade de fazer o que é melhor, mesmo quando não é fácil (Churchill é o herói, não Chamberlain).
Eliminarpois é, novamente juros altos e novamente contaminação. se em maio tinha sido a grécia e as suas contas mentirosas agora é a irlanda e a sua banca praticamente insolvente. mas estamos na periferia da europa e pouco podemos fazer contra a finança e os seus preconceitos. a frança com aproximadamente igual défices e dívida não se debate com o mesmo problema de financiamento . era bom que as tv´s nos explicassem isso mesmo (o economista joão loureiro na rtpn fê-lo) mas estão mais interessadas em malhar no governo e tentar explorar notícias com 3 meses pensando que as pessoas são tolas. o mesmo método que vemos por aqui com o tolo do jaa .
ResponderEliminar