Marcelo Rebelo de Sousa disse-o agora mesmo, obviamente não desta forma: o discurso de Pedro Passos Coelho foi uma farsa. O líder do PSD sabe que não há qualquer justificação para uma dissolução da Assembleia da República até 9 de Setembro. Foi agressivamente populista e não disse nada de novo. O ataque ao PS por causa da Justiça é a perigosa continuação do inaceitável aproveitamento político do desabar de um dos pilares da democracia.
É claro que Vitalino Canas veio fazer o pas de deux com a dramatização da crise política.
A verdade é que a comunicação social quis fazer um caso político desta festa do Pontal, mas não conseguiu. Não há matéria nem sumo naquela espécie de comício. E além disso, ninguém está minimamente interessado.
Exactamente. O discurso do Pontal foi mais promovido que o Natal no mês de Dezembro. As televisões e particularmente o grupo Balsemão/Impresa, incluindo o Expresso, desdobraram-se tentando criar um incêndio de grande dimensão e contudo hoje, 2ª feira, estamos já em fase de rescaldo. Conceda-se... deve ser frustrante para os spin doctors laranja que abundam na comunicação social.
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ResponderEliminarUm artista play back
A pressa de Passos Coelho
ResponderEliminarApertado pelas sondagens e pela catadupa de ineptidões que se seguiram ao primeiro entusiasmo, Passos Coelho muda de estratégia e rapidamente passa da «não temos pressa para chegar ao poder» para a de «se o Presidente não dissolve agora, não aguento o desgaste» , tendo como plano B a reacção do CDS, o qual, vendo parte dos seus deslizar para este PSD «liberal», não deve estar interessado nestas aventuras, ou então, tendo-lhe passado rapidamente a «postura de Estado» demonstra o que realmente lhe vai na alma : o país é secundário, quanto pior melhor.
Mais um profundo erro de cálculo como adiante se verá.
No PS são todos anjinhos
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