Nunca saímos da fotografia, congelados pelas lentes de raios invertidos, bocas abertas, cabelos em ginástica de vento, parados os dedos no acariciar das mãos. Nunca saímos da fotografia pois olhamos o tempo que não conseguimos recordar, mais pálidos e esvaídos agora do que esbatidos no preto e branco do que passou.
Nem as árvores de lá dão frutos, nem os frutos de cá sementes. Tudo parado por uma teia sem fim que ninguém teceu.
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