Gostaria que me explicassem como é que se recriam episódios da história recente de Portugal, nomeadamente dos últimos 100 anos, esquecendo a existência do Estado Novo e das organizações que o integraram.
Gostaria de entender qual é o problema de um agrupamento de escolas de Aveiro decidir comemorar o centenário da República teatralizando vários episódios, inclusive a forma como se vestiam as crianças da Mocidade Portuguesa, realidade que mais de três décadas de crianças viveram obrigatoriamente (1936 a 1971 – correspondendo a 35% desses 100 anos).
Infelizmente durante os anos da Mocidade Portuguesa o poder político instrumentalizou o conhecimento da História de Portugal, esquecendo uns episódios e enaltecendo outros, distorcendo a informação que era veiculada nas escolas, nos livros, nos discursos, nos teatros, em todas as manifestações sociais e culturais.
Tantos anos após o 25 de Abril ainda há quem tenha dificuldade em lidar com o próprio passado. Em democracia e em liberdade não podem existir buracos negros. Apelidar de fascistas os professores que organizaram os eventos e que estimularam os seus alunos a estudar e a preparar essas comemorações é, antes de mais, um exercício inaceitável de censura.
COMENTÁRIO AO POST IT DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS- “BURACOS NEGROS"
ResponderEliminar01- A HISTÓRIA não se re-escreve, não se apaga. Tentar negar a HISTÓRIA, fingindo que nada aconteceu, será um puro exercício de Idealismo Filosófico.
02- As reações dos bloquistas, a esta “história dos docentes de Aveiro”, vem confirmar, o abandono pelo Bloco,e, pelos seus militantes, do Materialismo Filosófico.
03- Esta postura do Bloco, mostra, claramente, o desvio Ideológico e Político desta formação política, que se auto exclui do Campo Democrático e do Campo da Esquerda, e que, à sua maneira, retoma a prática salazarista da censura, no desrespeito pelo pensamento dos demais.
É uma prática de raíz totalitária, tão só.
Cordiais, Amistosas e Afáveis Saudações Democráticas, Republicanas e Socialistas de
ACÁCIO LIMA
Porto, 20100608
B.I. nr. 1468705.4- Arq. Porto , 20070813
Exactamente, Acácio.
EliminarÉ uma opinião legítima, que respeito mas com a qual não concordo, porque me fustiga a memória.
ResponderEliminarPergunto mesmo até onde chegariam as comemorações do centenário da Republica, se a pide tivesse tido uniforme?
Estou certo de que não seria complicado encontrar promotores e voluntários (experientes) para participar nas cerimónias...
JRD, a representação de um qualquer episódio da História, seja a PIDE, a Mocidade, sejam os tribunais da Inquisição, não significam a defesa do que lhes deu origem e os manteve. É importante olhar para a História, conhecê-la e analisá-la, até para que não se apague a memória e se possam evitar novos erros.
EliminarAplausos, Sofia.
ResponderEliminarObrigada, Francisco.
EliminarEu nao vi as representaçoes ,nao conheço os contextos e motivaçoes ,por isso, nao opino de catedra, num sentido ou outro.
ResponderEliminarParece-me exttraordinario que as reacçoes sejam imediatas,p.vzs.asperas e condenatorias para quem discorda.
QUASE TODA A GENTE SE PELA POR ENTRAR NUMA CONTENDA QUALQUER. FRUTO DOS TEMPOS COM CERTEZA. a intolerancia vai tomando formas prenunciadoras de ma' vizinhança...no minimo!
Sofia, comece a preparar-se para que peçam a proibição do teatro. É claro que se fosse a direita a protestar por uma coisa destas, eram uns fascistóides. Assim, serão o quê?
ResponderEliminarTudo bem explicadinho: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1588887
A visão totalitária do mundo não tem lados, é global!
EliminarAproveito o seu post, certeiro como (quase) sempre e que subscrevo, para lhe dar a conhecer e lhe pedir que, caso concorde, subscreva e divulgue a petição "a favor do ensino da História" disponível em http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2387
ResponderEliminarObrigada, Olga. Já assinei e vou publicitar.
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