14 junho 2010

À deriva (2)

Afinal quais foram as razões que levaram a ARSLVT a decidir o encerramento das urgências pediátricas no período nocturno, entre 15 de Junho e 15 de Setembro, nos Centros Hospitalares Barreiro-Montijo e de Setúbal?


 


Segundo o Portal da Saúde, no dia 9 deste mês, para além da escassez dos profissionais:


 


(...) Tendo em conta que o movimento assistencial registado habitualmente quer no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, quer no Centro Hospitalar de Setúbal, no período das 0 às 9 horas, é em média de 8 crianças, com episódios de gravidade ligeira a moderada e que raramente geram internamento, o Hospital Garcia da Orta reúne as condições necessárias para assegurar resposta a todas as necessidades de assistência médica diferenciada. Esta instituição encontra-se a cerca de 40 km de distância, percurso que, em auto-estrada, pode ser efectuado em 30 minutos. (...)


 


Mas então, quais foram as razões que levaram a ARSLVT a recuar na sua decisão? Segundo o Público de hoje:


 


(...) Verificando-se que o Centro Hospitalar de Setúbal e o Centro Hospitalar de Montijo-Barreiro estão em condições de assegurar as escalas de pediatras, garantindo o normal funcionamento da Urgência Pediátrica, a ARSLVT não vê, neste momento, a necessidade de reorganizar o horário das urgências pediátricas no período do Verão, mantendo-se assim os serviços de Pediatria em funcionamento ao longo das 24 horas do dia (...)


 


(...) A ARSLVT gostaria de agradecer publicamente aos profissionais de saúde dos serviços em questão a disponibilidade para assegurarem o normal funcionamento dos serviços no período do verão, evitando assim incómodos para os utentes (...)


 


O que mudou nestes últimos 5 dias? Aumentou muito o número de crianças atendidas durante a noite? Aumentou muito a gravidade das situações de urgência? Aumentou muito o número de Pediatras nos Hospitais? Os Pediatras desistiram das férias?


 


Se não foi devidamente explicada a primeira decisão, pior foi a segunda. Este tipo de ziguezagues só aumenta a desconfiança dos profissionais e das populações. Onde está a racionalização dos serviços, a preocupação com a qualidade dos cuidados prestados? Onde está a política de saúde deste governo?


 

1 comentário:

  1. João Miguel Gonçalo14:27

    os profissionais que antes não conseguiram assegurar o normal funcionamento do serviço durante o período referido passaram a consegui-lo?

    ResponderEliminar

Os Dois Sonetos de Amor da Hora Triste

  Álvaro Feijó por Maria Barroso I Quando eu morrer - e hei-de morrer primeiro do que tu - não deixes fechar-me os olhos meu Amor. Continua ...