Os critérios de exclusão dos homossexuais masculinos de dar sangue não resultam de descriminação assente em preconceitos. Resultam da evidência científica existente até à data, que permite assegurar o menor risco de contaminação do sangue por infecções virais de vários tipos.
Como já o ano passado aqui escrevi, por três vezes, o direito a receber sangue com o menor risco possível de transportar doenças é superior ao direito de dar sangue. Este assunto não é político mas científico. O que está em causa não são ideologias mas evidências científicas. O que está em causa é a saúde pública.
Vale ainda a pena ler:
Parece-me bastante perigosa esta forma de manter na agenda política um tema que causa sempre muita troca de opiniões, a maior parte delas desinformadas e apenas politicamente correctas. Em ciência no geral, na medicina em particular, o que hoje se considera ser o mais adequado pelos dados e pelos estudos que existem, amanhã pode mudar. Aliás está sempre a mudar. Precisamente porque surgem novos dados científicos que suportam outras conclusões. Decorrem vários estudos sobre o assunto e a verdade é que ainda não há evidência suficiente que permita aos decisores dos vários comités internacionais mudarem as recomendações existentes. Classificar o questionário distribuído aos possíveis dadores de sangue como um bocadinho intrometido, como o faz Nuno Magalhães, é o mesmo que considerar que as perguntas de uma história clínica são demasiado íntimas.
Será que o Parlamento não quer votar uma resolução em relação aos critérios a observar na escolha dos doentes que beneficiam de determinadas terapêuticas anticancerosas? Não são todos os doentes com cancro da mama que fazem terapêutica com Trastuzumab. Estamos a ser discriminatórios, sim, mas por razões de segurança para os doentes e por sabermos que nem todos os cancros da mama se comportam da mesma forma e que, portanto, muitas doentes não beneficiarão dessa terapêutica.
Será que este é um bom serviço que os deputados estão a prestar a todos os cidadãos?
Os deputados gostam de meter o nariz onde não são chamados em lugar de fazerem aquilo para que foram eleitos.
ResponderEliminarPor falar em justiça
ResponderEliminarPrecisamos destas mulheres cá
http://www.youtube.com/watch?v=q21rM03_R18