Cristianismo e judaísmo, o cristianismo como a origem do anti-semitismo, a Bíblia como a palavra de Deus, a Bíblia como as palavras dos Homens sobre as interpretações de Deus, do Deus dos Judeus, do Deus dos Cristãos. Jesus como Homem, Jesus como Deus, Jesus como Homem e Deus, Jesus como corpo humano habitado por Deus, Jesus como Homem escolhido por Deus.
Os textos da Bíblia, os Evangelhos Canónicos, Gnósticos, Apócrifos, a forma como são diferentes mesmo quando narram episódios semelhantes à luz do que os autores pretendem transmitir, a transformação da figura de Jesus de um judeu que ensina a Lei de Moisés no Messias (em grego Cristo), aproveitando do Livro todas as passagens em que se fala no Messias, transpondo-as para a narrativa da vida de Jesus.
O nascimento do Catolicismo com a férrea disciplina, hierarquização e centralização do poder, o Código de Niceia, Constantino e a religião do Estado, a ortodoxia e a heresia.
Jesus, Interrupted: Revealing the Hidden Contradictions in the Bible (And Why We Don't Know About Them) – de Bart D. Ehrman, um excelente livro para compreendermos o que foram o crescimento e a implantação do Cristianismo e do Catolicismo, e de como o conhecimento e a informação são os melhores antídotos contra os fundamentalismos e as ideias feitas – como o celibato obrigatório dos Sacerdotes, a submissão das mulheres aos homens e o anti-semitismo.
COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS - "CRISTIANISMOS"-
ResponderEliminar01- A forma como a Igreja Católica, outras Igrejas Cristãs, e Outras Organizações Religiosas, têm tratado a homossexualidade, associando-a, acientíficamente, à pedofília, tem suscitado reacções muito interessantes, algumas, e outras reacções muito pouco interessantes. Nestas, incluo aquelas que adoptam um tom “Anti-Clerical”, um anti-clericalismo de base, típico das primeiras décadas do Século XX, assumido pelo “Reviralho”, durante a vigência do Estado Novo, salazarento e corporativo.
02- A minha Amiga Helena Vilaça, distinta Professora Doutorada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, na sua Tese de Doutoramento, subordinada ao tema do papel das Igrejas havido na vida portuguesa do século passado, defendeu, curiosamente, que o “Anti-Clericalismo”, tal como vigorou no século passado, também era uma religião. E trato-o como tal.
Uma inovação, muto saudada por Manuel Villaverde Cabral.
03- Um conhecido blog, com pergaminhos, e que normalmente “acerta”, desta vez optou pelo “Anti-Clericalismo”, em vez de optar pela clara identificação do “Idealismo Filosófico”, em contraposição ao “Materialismo Filosófico”, que informa todas as religiôes e molda todas as Igrejas.
04- Lendo nas linhas e nas entrelinhas do Seu post, torna-se claro que “não caiu na tentação”, fácil, do “Anti-Clericalismo.
Mas não passou ao lado da polémica acima aludida.
05- Esta diferenciação de tratamento da prática das Igrejas, tem muito a ver com a postura política dos intervenientes.
De um lado, a Unilateralidade da Luta Ideológica, do outro a Articulação da Luta Ideológica com a Luta Política.
Do meu ponto de vista, abrir uma “guerra” religiosa, neste país, e agora, será desfocar , envererando por uma diversão, do problema central do momento, a questão do atropelo às “Liberdades, Direitos e Garantias, Individuais”, atropelos traduzidos no livre curso da calúnia e da difamação, sem qualquer puniçâo nem clara reprovação.
Por tudo o que acima refiro adiro melhor à tese do apelo à reflexão, via esclarecida informação, do que ao alarido “Anti-Clerical”.
Cordiais e Afáveis Saudações Democráticas, Republicanas e Socialistas de
ACÁCIO LIMA