(...) O presidente executivo da EDP recebeu um total de 3,3 milhões de euros no ano passado, valor que inclui um montante de 1,8 milhões de euros, referentes ao pagamento de um prémio plurianual afecto aos anos 2006 a 2008. (...)
(...) Do montante de 1,3 milhões de euros auferido por António Mexia, 703 mil euros correspondem à remuneração fixa e 600 mil euros referem-se à componente variável anual. Os restantes 1,8 milhões de euros do bolo total repartem-se em montantes anuais de 600 mil euros, correspondentes aos anos de 2006, 2007 e 2008. (...)
O que é que justifica este tipo de remunerações nas empresas do estado? Como é possível alguém, em Portugal, numa empresa pública, ter uma remuneração média de 93.000 euros por mês, acrescido de um prémio mensal médio de 42.000 euros (calculando 14 meses por ano), o que perfaz um total, em média, de 135.000 euros por mês? Que competências e que produtividade têm António Mexia, Ferreira de Oliveira ou Zeinal Bava, comparadas com as de outros profissionais que ganham menos metade num ano que este senhores por mês?
Pois é, dá que pensar...
ResponderEliminarPois é... Esta é a política dos políticos. Há que espalhar influências para no fim ser também chamado a comer do "bolo"... e os carneiros berram, mas não marram... até um dia!
EliminarPois é, dá que pensar...
Eliminarmas não faço qualquer tipo de comentários, porque, primeiro, teria de perguntar a 80% do capital privado da EDP, o porquê da razão de ser de tais remunerações...
Sofia, independentemente de concordar ou não com os valores, a EDP não é uma empresa do Estado! O estado só tem 26%.
ResponderEliminarÉ necessário ter cuidado com estas afirmações porque criam uma ideia errada nas pessoas!
A empresa é maioritariamente privada.
O que para mim é grave e escandaloso é existirem estas remunerações numa empresa que tem um monopólio em Portugal e vende o seu produto (energia) 70% mais caro que a média das empresas europeias.
No fundo concordo consigo! Quando poucos ganham muito tem de haver muitos e ganhar pouco!
Abraço.
Nuno.
Parece-me que a substância do assunto abordado no poste não é posta em causa pelo facto da EDP não ser uma EPE. Aliás, sabe qual foi o accionista que indicou António Mexia para a administração da empresa?
EliminarO homem (Mexia) não vale o que lhe pagam. Acho o mesmo de Cristiano Ronaldo e de José Mourinho, mas o Real Madrid e o Inter não me vendem nada que eu não tenha outra opção senão comprar-lha e não passam o tempo a montar campanhas de opinião sobre um alegado deficit tarifário... que não conseguem depois justificar.
explicar.
Pois. A empresa não é do Estado mas o senhor foi indicado pelo governo para o lugar. Só pergunto quanto é que a EDP paga a quem anda a arranjar linhas, cabos, e fios, ao sol, à chuva e ao vento e quanto é que paga aqueles que fzem a manutenção da rede onde andam em equilibrio em cima das linhas. E já agora quanto é que nós pagamos pelo serviço que nos presta. Com mais esta provocação, cada vez me custa mais estar a perder tempo com esta gente. No estrangeiro ninguém ganha isto. A não seer os Madoff mas esses vão presos e estes andam cá fora a gozar com o maralhal. E deixam....
ResponderEliminarSofia
ResponderEliminarEstes ordenados tiram-me do sério com a agravante de alguns acumularem com uma "misera"reforma conseguida com "imensos" anos de trabalho e sem
penalizações.
Eu, que tenho um ordenado "chorudo", como todos os
funcionários públicos,tenha 40 anos de serviço,há que
aguentar para não ser penalizado, até aos 65...para já
Boa Páscoa
Eu considero escandaloso, agoniante, nem tenho adjectivos para qualificar os ordenados dessas pessoas.
ResponderEliminarComo dizia a minha avozinha, que Deus tem, é uma pouca vergonha, e francamente, acho que é o mínimo que se pode dizer.
Fico até com vómitos de pensar nesse assunto, seja a EDP exclusivamente do Estado ou apenas com uma percentagem.
Enfim, não sei como essas pessoas não têm vergonha de se mostrar em público. São indecentes!
Beijinhos, S ofia :)
DEVANEIO PROVOCATÓRIO SOBRE AS REMUNERAÇÕES DOS GESTORES
ResponderEliminarPartindo do Seu post, mas atendendo ainda ao texto de João Pinto e Castro, no blog “Jugular”, que intitulou de “O preço de um homem”, num tom que foge ao exclusivo moralismo, fica quebrado o tabú, e atrevo-me a mandar este comentário, mas numa abordagem distinta.
00- Quando passei a acumular funções típicas de um Engenheiro com funções na área da Gestão, rapidamente me aprecebi que o título de um documento, no campo da Legislação, tal título é um mero Endereço, e não serve para aclarar e ser usado na teia de argumentos sobre a interpretação do clausulado respectivo. Ora, faço questão de, explicitamente, “fazer a minha lei” sobre o que escrevo, e daí estipular que este título, “Devaneio Provocatório sobre as Remunerações dos Gestores”, faz parte integrante do texto, por minha definição.
Um “poder” que me assiste, o de ditar esta regra pontual.
01- As elevadas remunerações, salários, prémios, diversos pagamentos em espécie, mordomias, etc., têm ocupado a Comunicação Social, e aí incluo os blogs.
02- Os detentores do capital, os “patrões”, a classe capitalista, que se apropria das mais valias geradas pelos trabalhadores, a partir de um certo momento, deixaram, estas, de ser arrecadas por eles, em exclusividade, cedendo eles uma parte, aos Gestores.
Uma cedência, com a contrapartida desses Gestores, figuras com relações previligiadas com a “opinião pública”, advogarem posições caras aos interesses desse patronato. Quebrava, assim, o patronato, o seu isolamento, enquanto classe plena de previlégios. Esta nota é chave neste tema, como servirá, também para abordar a questão das privatizações.
03- A fatia das mais valias postas à disposição dos Gestores, pelo patronato, não é, na relatividade do global, muito significativa. Mas tem um claro impacto ideológico. É uma marca gritante das desigualdades. O clamor de toda a Comunicação Social, ela sim afecta ao patronato, surge por se pôr a claro, a desigualdade, o que, para eles, devia ser escamoteado.
04- Curiosamente, vem sendo feita uma diferenciação entre Gestores no Sector Público, ou alegadamente mas imprecisamente, Público, e os Gestores do Sector Privado. Uma diferenciação de contornos partidários e circunstancial.
Mas sempre tem sido omitida toda e qualquer referência às absurdas e miserabilistas remunerações do Presidente da República, Primeiro Ministro e Ministros.
05- Na total incoerência, sucede que, na sua maioria, os actuais Gestores do Sector Público defendem um “Estado Mínimo”, e sempre que podem clamam contra o “Estado Providência”. Incoerências.
06- Esta diferenciação, “poupando” os Gestores no Privado, vai em sentido contrário ao que se passa nas instâncias da União Europeia, onde as tentativas de regulação cobrem quer os Gestores no Privado quer os Gestores no Público.
SEGUE DE IMEDIATO A SEGUNDA PARTE
Cordiais e Afáveis Saudações
ACÁCIO LIMA
SEGUNDA POARTE E NA CONTINUAÇÃO
ResponderEliminarDEVANEIO PROVOCATÓRIO SOBRE A REMUNERAÇÃO DOS GESTORES
07- No quadro da remuneração dos gestores parece ainda necessário rever o Estatuto Orgânico das Empresas,privadas e públicas, nomeadamente no respeita aos pequenos e médios accionistas das empresas.
08- Concluindo.
A Remuneração dos Gestores obriga um concerto alargado no ambito da União Europeia, não se compadecendo com soberanismos e nacionalismos, nem abordagens populistas, de cariz de moral de “vão de escada”
Cordiais e Afáveis Saudações Democráticas, Republicanas e Socialistas.
ACÁCIO LIMA