Jaime Gama fez bem ao lembrar os deputados que os computadores, os assentos, o espaço, os lugares, a responsabilidade, a representação são publicas, de todos nós.
Mas não há nada que justifique a invasão da privacidade seja de quem for. Portanto José Lello tem toda a razão e Jaime Gama apenas aumentou a confusão entre informação e coscuvilhice.
Quem na nossa vida profissional não usou o computador, o telefone, o assento, a secretária, os lápis, as canetas, a impressora, fornecidos pelo patrão qualquer que ele seja, para uso pessoal?
ResponderEliminarQue virgens são estas que estão completamente por fora da realidade e que só o expressam em momentos de panache e uso despudorado do poder?
Quer no caso do Secretário de Estado quer no caso dos computadores o Jaime Gama, perdão o Sr. presidente da Assembleia da República (assim com letra pequena) , foi de uma arrogância, falta de educação e elegância inacreditáveis. Faço minhas as palavras de Ferreira Fernandes no DN:
«Ontem, no comboio para Coimbra, fiz um escabeche do gosto da maioria do povo português (se a opinião nos cafés, caixas de comentários de jornais e cidadãos que esperam a vez na barbearia representam essa maioria). Comboio Alfa, no lugar frente ao meu, sozinho, ia um deputado, cara que topo dos telejornais, usando o seu computador. Eu, que não tinha livro nem sono, levantei-me e fui sentar-me ao lado do deputado. Sou um cidadão que conhece os seus direitos e inclinei o pescoço para melhor ver o que estava no ecrã. O deputado lia um jornal pela Internet. Ele pareceu-me incomodado e virou o computador para a janela. Isso só espicaçou mais a minha cidadania, e disse-lhe: “Assim não vejo bem…”, enquanto lhe encostava o ombro ao peito e estendia mais o pescoço. Ao mesmo tempo, sussurrei-lhe: “Artigo 16, ponto 6″, para lhe fazer saber que conheço o Estatuto dos Deputados e quem lhe paga as telecomunicações (eu). E não é que o homem se insurgiu?! Estou nos 60 e já me fazem levantar mais facilmente do lugar que não é o meu, mas não me calei. Denunciei alto e bom som o eleito que não deixa o povo (eu, para o caso) ter acesso ao nosso (de um deputado, o que é o mesmo) computador. A carruagem aplaudiu-me. O presidente Jaime Gama tem base social de apoio. » [Diário de Notícias]
E pensar eu que Cavaco Silva estava preocupado porque os emails da Presidência podiam ser lidos sabe-se lá por quem.
ResponderEliminarPelos vistos deviam era ser lidos obrigatóriamente pela imprensa e por todo o povo português, é que tanto quanto sei os computadores de Belém aínda não são pagos pelo Presidente mas sim pelo erário público. Por nós. Não são privados, portanto.
Creio que a ideia de Jaime Gama é essa, ler os emails do PR.
Exactamente, Sofia. Está mesmo tudo a ficar muito confuso.
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