Ao contrário do que temi ontem, perante as replicações dos media sobre os recuos da Ministra da Educação, parece que o acordo não foi um recuo assim tão grande da Ministra.
Há um ECD com 10 escalões, ficando consagrada a associação entre a avaliação do desempenho e a progressão na carreira. Em duas etapas (não numa, como propunha Maria de Lurdes Rodrigues, nem em três, como sugeriu Isabel Alçada), há progressão na carreira através de um sistema de vagas abertas pelo Ministério, com excepção dos classificados com Excelente e Muito Bom.
Acede-se à carreira através de uma prova pública de desempenho, prévia ao concurso, e após um ano com avaliação positiva.
A avaliação do desempenho é bienal e, para quem pretenda aceder às classificações de Muito Bom e Excelente, é obrigatória a avaliação da componente docente com assistência às aulas. Os avaliadores são preferencialmente dos dois últimos escalões, altura em que os professores podem exercer uma função diferente da lectiva, em exclusividade, (gestão, acompanhamento pedagógico, avaliação, etc.), apenas a partir do 4º escalão (com, pelo menos 12 anos de experiência) ou, em condições especiais, do 3º (8 anos de experiência). Para aceder ao 3º escalão é obrigatória avaliação com assistência às aulas.
Ou seja, aquilo que levou 4 anos a sedimentar por parte de Maria de Lurdes Rodrigues foi finalmente conseguido. Aliás, basta ver as reacções de muitos comentadores de blogues de professores para perceber que, a pouco e pouco, se vão apercebendo que os recuos da Ministra não representaram a destruição de tudo o que foi conseguido na legislatura anterior.
É muito interessante ler o comunicado da FENPROF em que percebemos o que a Escola Pública representa para quem sempre a invocou como razão das contestações à política de Maria de Lurdes Rodrigues. Razões essas subscritas por todos os partidos da oposição e por várias personalidades, como Manuel Alegre, que dificultaram e impossibilitaram que este problema se tivesse resolvido mais depressa.
Parabéns a Maria de Lurdes Rodrigues que teve a coragem e a persistência de lutar pela dignificação da carreira docente. Parabéns a Isabel Alçada que habilmente conseguiu manter o que era essencial e que soube reconhecer, agora mesmo na SIC-Notícias, o trabalho da sua antecessora.
(Também aqui)
Concordo basicamente com o seu"post".Destaco apenas 2 pormenores,um deles justificando o que já escrevi em blogue:Sócrates leu Maquiavel(a propósito do "apoio"à canhestra candidatura de Mário Soares a PR,e a apresentação na AR de um projecto APARENTEMENTE favorável ao "lobby"homo,mas devidamente ARMADILHADO para ser rejeitado pelo TC...);
ResponderEliminare,também assinalado por mim em blogue,a "jogada"de Mário Nogueira de sabotar a última reunião com a Ministra para,na AR,cobrar aos partidos da oposição as suas "promessas" eleitorais,CAPTURANDO os seus "prometidos"votos na matéria.Alertei que,se o PSD facultasse essa "captura"não seria o Nogueira a rebentar como a rã da fábula...mas o PSD.Saravah,Assis/PS e Aguiar Branco/PSD,que estão a mostrar o que é um GRUPO PARLAMENTAR ligado aos ELEITORES.E Manuela,que MONTOU O SISTEMA com a formação das listas para a sua "task force",curtocircuitando os "barões do PSD.
Cumprimentos,"kyaskyas".
E parabéns a si, pela qualidade do post.
ResponderEliminarReparou, ontem, na RTP1, entrevistad pelo José Rodrigues dos Santos (o escritor a metro...) a Ministra, Isabel Alçada sempre que confrontada pelo jornalista com "as politicas da sua antecessora", esta, digna, NUNCA relevou tal situação, nem comentou, nem se pronunciou.
Eu sabia que era uma grande senhora.
Eu sempre fui convicto admirador de Maria de Lurdes Rodrigues. Já somos pelo menos dois a assumi-lo.
Abraço,
JA
"Parabéns a Maria de Lurdes Rodrigues que teve a coragem e a persistência de lutar pela dignificação da carreira docente. Parabéns a Isabel Alçada que habilmente conseguiu manter o que era essencial e que soube reconhecer, agora mesmo na SIC-Notícias, o trabalho da sua antecessora"
ResponderEliminarSUBSCREVO...
ABRAÇO